7/11/2017

Tu és bom.

Todos os dias. Tu és bom.
Dizer-lhes isto todos os dias. Palavras, gestos, de uma maneira ou de outra.
Lembrar-me no meio de raspanetes e de banhos e de coisas que se atropelam nas coisas. Tu és bom. Tu és mais que bom, és o melhor. És o melhor naquilo que és.
Estávamos de manhã a vestir, a pôr creme para a praia, para a escola, para a colónia, para as horas, para a pressa. Vamos chegar atrasados, perder a camioneta, se não se despacham não vão. Sem tempo para parar e pensar que sabem lá o que são horas e pressas e tempo. Depois uma birra, foi creme para o olho, exagerou. Chorou mais do que é suposto (?), saímos à pressa, a correr, entrem no carro, ponham o cinto, meninos depressa, corram, podemos apanhar trânsito.
E depois entramos todos e estamos em silêncio e eu penso neles, em como são bons.
"A mãe adora-vos. Vocês são os melhores filhos que posso ter e nunca pensei ter filhos como vocês, tenho muita sorte".
Não ligam muito. Sorriem. Estão habituados a declarações de amor (mimados).
Também estão habituados a que refile, a que os apresse, os pressione, a que os obrigue a apanhar brinquedos do chão (não fazem mais que a obrigação), a que às vezes perca a cabeça e mande um berro bem alto que eles odeiam e lhes diga que estou farta.
Mas hão-de ouvir todos os dias que os adoro, que são bons. Que são especiais e únicos e incríveis. Mesmo quando me irritam com as suas coisas. Mesmo quando são dramáticos e falem a chorar e desarrumem tudo sem respeito nenhum pelo meu esforço e pelo meu cansaço. Todos os dias. Merecem ouvir que são bons. Crescer a saber que são bons. Acreditarem que são bons.
Tu és bom. És bom a dar abraços e beijinhos, és bom a contar histórias, és bom a rir-te com a cara toda, és bom a dar gargalhadas imensas, és bom a jogar futebol, a olhar-me nos olhos. Tu és bom no coração. És bom na alma. És bom filho, boa criança, boa pessoa.
E eu vou dizer-to todos os dias da minha vida.

7/04/2017

O meu sonho e o dela. Barbie e os Golfinhos Mágicos

Não costumo ir a muitos eventos relacionados com o blogue porque durante o dia estou com a Luísa e tento respeitar os sonos dela (que já são condicionados por ser a terceira), e também porque há eventos que não a horas amigas das mães que não têm onde os deixar.

Faz parte da minha vida não ter tempo para ir onde quer que seja sozinha, até ao dentista levo a Luísa.

Mas este evento não podia perder e felizmente o meu marido pôde ficar com os pequeninos de manhã, para eu poder ir com a Leonor.
E valeu a pena.

Em miúda nunca tive uma Barbie e não tenho nenhum trauma por causa disso, tinha outros brinquedos mas a Leonor adora e pediu no Natal do ano passado a sua primeira Barbie (nova, já tinha umas herdadas).
Não perde um filme e obriga-nos a todos a ver.

E por isso a apresentação dos novos brinquedos da Barbie e os Golfinhos Mágicos foi um sonho tornado realidade, para as duas. O filme estreia em Outubro mas os brinquedos já andam por aí.
Viemos para casa a falar na sorte dela, por ter podido tocar em golfinhos aos 5 anos, e eu (só) aos 37.
Adoro ir ao jardim zoológico. Tenho vindo a entender cada vez melhor o seu papel na prevenção da extinção das espécies e na sua manutenção e desta vez tive a sorte de ouvir um bocadinho sobre a história, os seus animais e o esforço diário que se faz para fazer uma coisa que parece tão simples: manter vivos os animais.

Os golfinhos são muito bem tratados e nota-se. Nunca tinha estado tão perto e muito menos tocado num. E foi incrível.

O convite da Mattel fez-nos às duas felizes.
A Leonor encontrou e fez amigas, adorou ter uns óculos iguais aos da mãe, delirou com a cesta da Barbie e com os brinquedos novos, principalmente o golfinho e a Barbie (tem uma t-shirt que muda de cor) e acho que subiu aos céus com os golfinhos.

Agora, é esperar por Outubro e pela Barbie e os Golfinhos Mágicos, uma aventura com golfinhos, sereias, corais e claro, o Ken.
+

Sapatos da Leonor moc moc
Saia Tenderine

7/03/2017

O que bebemos quando vamos almoçar fora? Tudo em pratos limpos

Nunca fui extremista em nada. Umas vezes devia ser mais, outras, ainda bem que não sou. Salvaguarda-me de poder experimentar, escolher e decidir.

Importa-me duas coisas fundamentais no crescimento dos meus filhos: saúde e felicidade.

No dia a dia não sou perfeita no que diz respeito à alimentação deles (nem em tantas outras coisas) mas sou sem sombra de dúvida moderada, consciente e minimamente racional.

Não gosto de exageros em nada e acho que na maior parte das vezes se viram contra nós.
Não comem doces todos os dias mas às vezes comem, não bebem sumos todos os dias mas às vezes bebem, quase nunca comem fritos mas se comerem não lhes cai um bocado.

No verão por exemplo, descanso um bocadinho da sopa e tento compensar por outros lados. Há sempre fruta cá em casa que todos adoram. Alguns gostam de legumes, outros torcem o nariz. Os pequenos almoços ao dia de semana não são o ideal mas são o que se consegue tento em conta os gostos de cada um, as idades e o tempo para sair de casa.

O açúcar faz parte do nosso dia a dia, bem ou mal e honestamente não está em quantidade suficiente que me faça preocupar. São miúdos saudáveis e muito activos.
Quando vamos almoçar fora pedimos sempre Ice Tea para os miúdos – excepto Luísa - e foi por isso que  decidi escrever sobre esta nossa opção.

Os refrigerantes têm açúcar, é ponto assente. E o açúcar quando consumido em demasia é prejudicial, a inúmeros níveis. Não são com certeza recomendados para todos os dias e não há nada melhor para beber do que água ou sumos naturais mas entre as várias opções – e há muitas -  é possível escolher bem ou melhor. E é possível beber um refrigerante de quando em quando, sem dramas. Como tudo na vida.
A Lipton tem reduzido o açúcar nos seus Ice Teas o que fez com que as opções tenham menos açúcar do que as águas aromatizadas por exemplo. Foi também o primeiro refrigerante em Portugal a substituir uma percentagem do açúcar por Stevia – um adoçante de origem natural. É bom ver as marcas a responder às preocupações das pessoas cada vez mais conscientes dos malefícios do excesso de açúcar no dia a dia.
O Lipton Chá Verde - a estrela do low sugar – tem 3,5g/100ml de açúcar enquanto uma cola por exemplo tem cerca de 10,5g/100ml.

Por isso gosto de saber que quando decido, conscientemente dar um refrigerante aos meus filhos, estou a escolher de entre muitos, o melhor.

Post escrito em parceria com a Lipton

6/30/2017

Às vezes perco o controlo

Normalmente as coisas andam mais ou menos em auto piloto.
As manhãs, os dias cheios com a Luísa, os fins de tarde e depois toda a gestão da casa, das pequenas coisas para fazer que ocupam demasiado tempo, as refeições, a limpeza, os recados, os afazeres, as compras, os passeios com o cão, ir levar à escola, ir buscar. Os sonos, as sestas. As noites.
E depois nós. Ele e eu. Eu.
Quando vejo ao longe parece-me básico gerir uma família. Não tem grande ciência. É ser organizado, acordar cedo, dormir bem, gerir a casa como uma empresa, gerir os filhos com muito amor, gerir o casamento com carinho, ternura, segurança e tolerância.
Mas às vezes perco o controlo.
Dou por mim a deixar fugir tudo e todos das mãos. A rezar para que ninguém se magoe enquanto cozinho, que se entretenham enquanto dou o quinquagésimo jeito à casa. Que não precisem de mim para atar os sapatos, para ajudar na casa de banho, que me ajudem não fazendo birras.
A verdade é que eles são eles, como são. Indiferentes ao meu tempo, à minha incapacidade ou ao meu cansaço. E é assim que deve ser.
Dou por mim a ter que parar para pensar. O que é que eu estava a fazer? E rapidamente se instala um caos que me pergunto se existirá só aqui. Nem são eles, sou eu. Aquelas 3 horas ao final do dia em que basta estar uma coisa fora do sítio como não ter o jantar preparado ou um deles estar mais precisado de mim, mais cansado, mais birrento para que tudo se desconjunte. Eles nem notam às vezes, tento disfarçar que estou sem saber o que fazer e que muitas vezes me apetece simplesmente sentar, parar, estar quieta.
Ou naquelas semanas em que há vacinas, reuniões, médicos e tudo cai ao mesmo tempo, uma batidela no carro, uma conta em atraso, garantir que têm roupa para a colónia de férias, chapéu, fato de banho, pensar nas mochilas, fazer compras a contar com a praia, os cremes.
Depois dou por mim e nem me reconheço. Ando ali aos papéis, desgrenhada, cansada, a desejar que os dias terminem, mesmo os bons. E a maioria, são bons, aliás são óptimos.
Nunca me deito infeliz com os meus dias, só cansada, confusa, desorientada e sempre a pensar no quanto tenho por fazer.
Brinca brincando, há 6 anos que estou com filhos. Há 6 anos que estou todos os dias com um deles e há 6 anos que não estou sozinha mais do que umas horas. Não me importo de estar com eles mas tenho saudades minhas. De parar um bocadinho, de conseguir pensar, de me organizar por dentro.
É isso: ando desorganizada por dentro. Feliz e muito desorganizada.

6/28/2017

A educação do sentir

Fui uma criança feliz.
Com uma educação muito diferente da dos dias de hoje. Não havia muita abertura - ou nenhuma - para falar sobre sentimentos.
O que é que sentes?
Não havia por hábito perguntar o que se passava por dentro.
Estás triste?
Não se falava das emoções ou do amor e não se exprimia o que se sentia.
Adoro-te.
A vida andava como andava a vida. Sem floreados nem "coisinhas sem importância ". Havia de facto poucas coisas importantes.
Haja saúde!
O coração e a emoção tinham um lugar muito pequenino e era assim que era e pronto. Nem bem nem mal.
Talvez por isso essas coisas da alma ocupem hoje o maior espaço na minha vida. Talvez por isso me queixe sem reservas e me preocupe com coisas de nada e pense sobre coisas que não merecem tempo. Se elas passarem por mim, passaram. E isso é bom.
Sou uma mulher feliz.
Falo sobre o que me magoa. O que me preocupa. O que me angustia. Digo aos meus que os amo. Uso a palavra amor. Digo-lhes que os adoro, que estou triste com eles ou comigo, peço desculpa.
Não estou sempre de sorriso na cara nem sempre com o (obrigatório) pensamento positivo, não estou sempre optimista nem como se nada fosse. Não estou sempre despreocupada de nenúfar em nenúfar a saltitar pela vida como se algumas coisas não fossem difíceis ou que simplesmente merecessem a pena ser reflectidas ou vividas.
O mundo não cai se pensar nele. Não sou menos feliz se chorar de vez em quando e se me deixar levar por um problema. Talvez seja assim que melhor o resolvo.
Não há mal nenhum em parar. 
Ser feliz não significa não pensar, empurrar com a barriga, pôr para trás das costas, fingir que não aconteceu, fechar os olhos. Ser feliz não significa andar sempre de sorriso posto. De gargalhada pronta. Conseguir fazer tudo ao mesmo tempo e mil coisas por dia, estar em todas as frentes também não faz de mim corajosa ou espectacular mas se calhar cansada ou a perder outras coisas mais importantes. 
Confrontar a alma não faz da vida um drama ou uma tortura ou mesmo um desperdício mas uma possibilidade constante de ser um bocadinho mais, mesmo que às vezes doa. 

Isto tudo a propósito do espectáculo que vi de uma querida prima, talentosa e que tem coragem de ser livre. Aconselho toda a gente a ir ver, a rir muito mas mesmo muito e a levar para casa coisas para pensar. 

6/26/2017

Devo alimentar o bebé sempre que chora? Desafio #MãesReais

Era a primeira vez.
Um bebé ao meu colo. Meu.
O meu primeiro instinto depois de a abraçar e de lhe dar todos os beijinhos possíveis foi de lhe dar de mamar. Nem pensei. Tive a sorte de não ter ninguém a falar-me de possíveis dores más pegas mastites leite a subir. Não pensei.
Lembro-me que a enfermeira se aproximou de mim nesse momento para me ajudar, e depois se afastou e disse: já está. Ela nasceu ensinada. Tive sorte.
Era a primeira vez. Um bebé ao meu colo. Que chorava, não muito mas chorava. Que não fechava os olhos por muito tempo, que me fazia duvidar de todas as minhas capacidades como mãe e de todas as nossas capacidades como pais.
Nem um nem outro acertávamos.
Tão depressa aprendeu como se tornou dependente de mim para tudo. Comia de duas em duas horas e fê-lo até aos sete meses.
Foi a partir desse momento que passei a confundir a fome com o sono com o mimo com o querer a mãe com o conforto e a estar ali para ela.
Era a primeira vez. Não precisava de saber os seus motivos.
Mas não sei como aguentámos o ritmo.
Quando um recém nascido chora, acima de tudo nos primeiros tempos tentamos adivinhar e vamos eliminando hipóteses até acertar.
Alimentar o bebé, no meu caso que dei dou de mamar, era também poder contar com uma solução de recurso. Há qualquer coisa de muito poderoso na maminha da mãe que acalma o bebé, lhe cura as cólicas, as dores, o embala, lhe dá segurança e o alimenta. Sempre usei, bem ou mal esse poder, algumas vezes criando dependência quer por mim, quer pelo meu leite, quer pelo ritual.
Alimentar sempre que chora significa não ligar aos tempos nem às horas, é responder logo com um aconchego seja fome ou não.
Respondi ao desafio Baby Dove que me incentivou a pensar nisto e de facto pouco mudou desde a primeira filha.  Os meus dois filhos que vieram a seguir também mamaram sempre sem horas com o bom e com o mau que isso tem.
E vocês? Eu e Baby Dove queremos saber a vossa opinião. Devemos alimentar o bebé sempre que chora?
Contem a vossa história. As 10 primeiras participações ganham um produto da gama Baby Dove.
Querem participar? É fácil.
Partilhem uma fotografia – a que quiserem - no Facebook ou Instagram, juntem a vossa opinião e os hashtags #MãesReais e #BabyDove.

Depois basta enviar um email para maildaamaejavai@gmail.com com o link da participação. Vou adorar saber o que pensam sobre isto.

6/20/2017

7 anos de hormonas

Feitas as contas, foi isto que aconteceu nos últimos sete anos.
Engravidei da Leonor em Outubro de 2010. Nasceu em Julho de 2011. Deixei de dar de mamar  em Janeiro de 2012.
Engravidei do Zé Maria em Julho de 2013. Deixei de dar de mamar em Dezembro de 2014.
Engravidei da Luísa em Setembro de 2015 e ainda dou de mamar, em Junho de 2017.
Feitas as contas estive pouco tempo livre de hormonas malucas do pré parto parto pós parto amamentação e todos os seus parentes.
Chorei com filmes, velhinhos de mão dada, discussões por nada, porque encolhi roupa, porque um filho falou mal comigo. Chorei com as coisas boas, as más e as que ainda estou para perceber o que eram. Chorei com o peso, com a pele, com as pernas pesadas. No hospital, em casa, na rua. Chorei de alegria e de confusão. De medos.
Venha o diabo e escolha. Chorei e ri com tudo. Fervi em pouca água, andei de pavio curto, depois fui aos céus, fiquei por lá um bocadinho, pés na terra, cabeça no ar, tolerância zero, felicidade desmedida, irritabilidade, e um iô-iô de coisas esquisitas boas e más que fui recebendo a maior parte do tempo com um sentimento de gratidão enorme e de absoluta injustiça.
Passei os últimos sete anos a brincar com a minha sanidade mental. A lidar com a incerteza de que tudo está bem dentro da barriga, com a mudança do corpo, com a expectativa dos partos, com o caos do pós parto. A lidar com a incerteza da amamentação e com o choque do novo corpo. Três vezes.
A nossa escolha, a de ter três filhos seguidos, hormonalmente recaiu toda em mim. Claro.
E uma mulher não deveria ter que lidar tanto com as hormonas. Bastava uma vez para a humanidade perceber que isto foi um erro, isto de dar às mulheres esta arma que ela não controla e que se apodera dela (e dos que estão à sua volta) da cabeça aos pés, é um perigo.
Ou então não.
É mesmo assim que deve ser. Postas à prova, um bocadinho castigadas, completamente abençoadas. E resistentes, acima de tudo resistentes.
Não há nada que derrube a força de uma mulher, nem mesmo as hormonas.

6/07/2017

1 ano depois

Um ano separa estas duas fotografias. Já só me queixava. Só cabia em leggins. Tinha azia. Dormia sentada o que mal dormia. Ia umas 10 vezes à casa de banho durante a noite. Tinha calor e já não queria ir à praia. Foi a gravidez mais exigente com um "bebé" de 2 anos e meio a querer colo e a mãe e a gravidez que passou mais depressa porque não há muito tempo para pensar. Tive um descolamento de placenta às 10 semanas e tive que estar 10 dias de repouso que me/nos pareceu um mês. Tive uma dor na perna que me levou ao Hospital e não era nada e um dia de dores de cabeça muito fortes.
Umas semanas depois desta fotografia tudo isto passou. Com a Luísa vieram outras mazelas mas quero lá saber. Um filho excede mesmo as expectativas e faz-nos apreciar a vida. Todos os dias. Obrigada aos meus.

6/06/2017

Os miúdos abusam

Às vezes vou buscá-los à escola e fico uns segundos a olhar para eles no recreio e a brincar. Nunca aconteceu chegar e um deles estar a chorar ou triste ou cansado. Tirando um empurrão ou uma mordidela. Estão sempre felizes a correr corados despenteados felizes.
Às vezes vou buscá-los a casa da minha mãe ou da minha sogra depois de terem lá dormido/estado e eles dormiram lindamente comeram lindamente portaram-se lindamente e fizeram tudo lindamente.
Na rua, ouço os piropos de que os meus filhos são tão bem educados e até tenho algumas amigas que dizem que eles são santos.
Às vezes vou buscá-los à escola e eles vêm felizes e contentes e depois entram no carro.

- Oh mãe! A mãe não trouxe o meu martelo (??) como eu pedi! ou - Onde é que vamos hoje mãe?Podemos ir ao jardim? - Não querida, a mãe hoje tem que ir ao talho. - Que secaaaaaaa!!!!!
Deixam a santidade na escola e nos avós e entram no carro e começam logo a exigir. A sugar devagarinho a paciência como quem não quer a coisa.

A mãe, ainda paciente porque "bolas" estou com eles há 5 minutos" e ainda sente algumas saudades começa desde logo a gerir e a assobiar para o lado, a fingir que não ouviu.
Em casa o caldo entorna-se com os banhos, os que querem, os que não querem, os pijamas, as bolachas antes do jantar porque eu quero, isto e aquilo.

Vai-se gerindo conforme os dias e a paciência e um dia reage-se com toda a calma do mundo e no outro não é bem assim. Respirar fundo porque eles estão cansados ou muito excitados ou porque não chegam a ter um metro de altura...
Vamos andando em paninhos quentes com os meninos e eles às vezes escolhem os dias e forçam até ao limite.
Chega ali a uma altura em que somos os seus fantoches. Contamos a história, damos água, faz chichi, lava os dentes, reza, canta uma música, um beijinho, mais um beijinho, a mãe esteve mais tempo na cama do mano, também quero outro beijinho quero dizer só mais uma coisa.
Como é a recta final damos o tudo por tudo para sermos os melhores pais do mundo, na esperança de comprar o bom comportamento.
- Vá, agora durmam meninos, até amanhã. A mãe adora-os.

Há um alívio imediato quando se deitam tão grande que chega a ser pecaminoso. Nem acreditamos que o dia acabou. Respiramos fundo e na nossa cabeça surge todo um mundo de possibilidades. Descansar ver televisão comer namorar beber um copo de vinho fazer uma limpeza de pele arranjar as unhas arrumar a cozinha preparar roupa para amanhã estender uma máquina... As possibilidades são imensas.

Mas a verdade é que os miúdos abusam.
Têm calor, querem água, fazer (mais) chichi ou cocó, medo, não têm sono, têm coisas, muitas coisas. Os miúdos saem da cama.
E isto devia ser proíbido. Devia estar na lei que as crianças que, depois dos pais terem feito o maior esforço do universo para serem compreensivos com manias e esquisitices e exigências a que cumprimos de sorriso na cara, não podiam sair da cama. Diziam boa noite e adormeciam com aquela cara de santos com que fazemos as pazes e recuperamos o amor que um pai sente por um filho.
Mas eles não querem saber, pobres e mal agradecidos saem da cama com uma coragem que admiro.
Para dar só mais uma palavrinha ou ir buscar uma coisa mesmo importante ou dizer o que não pode mesmo esperar por amanhã. Desafiando a paciência e o estado de loucura e exaustão eminente dos pais.

Quando eles adormecem somos incapazes de sentir ressentimento.
Os filhos têm essa capacidade. Com eles nunca nos deitamos chateados.

6/05/2017

sair para descansar e não descansar

Quando crescemos, a maior parte de nós, que tem uma vida normal e um trabalho normal e uma rotina normal deixa de sentir adrenalina. E quando a voltamos a sentir, relembramos os tempos da adolescência em que fazíamos coisas parvas para termos este gozo que só algumas coisas nos dão.
Estávamos todos a precisar de sair de Lisboa. É que Lisboa é linda mas cansa e mesmo que com filhos nunca se descanse, sair da (nossa) cidade é por si só um enorme descanso.
O Aquashow Hotel teve a gentileza de convidar esta família de 5 para um fim de semana e nós, aproveitámo-lo bem.
O Hotel é todo ele simpático e animado.
Toda a gente é simpática, no restaurante, na recepção, no bar.
E isso é logo meio caminho andado para nos sentirmos bem.
Os quartos são óptimos e ficámos muito confortáveis uma vez que o nosso quarto era familiar com dois quartos independentes com uma porta comunicante. Varanda espectacular com vista para a piscina.
O pequeno almoço é para todos os gostos e há de tudo e deu perfeitamente para manter a dieta.
Uma das grandes mais valias do hotel é a proximidade ao Parque que facilita muito a logística.
Fomos nos dois dias e vibrámos todos com os escorregas, alguns mais aventureiros que outros.
Os miúdos iam para a cama estafados e acordaram sempre às nove da manhã o que é absolutamente maravilhoso.
Custou vir embora e a Leonor implorou para voltar quando tivesse 6 anos - é que há escorregas em que é preciso ter 1m20 para andar e ela queria andar em todos!
Pedimos uma GoPro emprestada e aconselho levar. Mas não se esqueçam de levar também uma fixação pois só assim é permitido.
É um Hotel óptimo para famílias com todas as comodidades (não precisam de levar cama de viagem) e completamente preparado para receber crianças. Tem um KidsClub e babysitting a pedido.
Nós fomos para descansar a cabeça e isso foi cumprido. Divertimo-nos muito, rimo-nos e estivemos juntos. O que para nós, é sempre o mais importante.
O AquashowPark Hotel fica em Quarteira e é um hotel muito completo com duas piscinas exteriores com um bar e uma interior, spa, restaurante e ginásio.
Adorámos e aconselhamos.






Podem ver o nosso vídeo aqui



E seguir o AquashowParkHotel no Instagram
e no Facebook 

5/30/2017

Não há milagres mas há empurrões!

Podia dizer que desde o momento em que comecei os tratamento de LPG na Secret Beauty que estou muito mais magra e que as calças me caem mas acho importante que se diga a verdade de todas as coisas porque estes tratamentos são um investimento.
O LPG funciona mesmo. Isto é ponto assente. O LPG reduz volume, reduz e muito a celulite, melhora a circulação.

Mas não é de um dia para o outro. Aliás, avisam logo que como o LPG vai às camadas mais profundas da celulite, estimulando-as, nos primeiros 2/3 tratamentos parece que temos mais celulite quando na verdade - e isto trocado por miúdos - estamos só a chamá-la para dar cabo dela.

Fiz 7  sessões até agora e vejo muitas diferenças. Mas para além disto e para que compensasse tive que abrir os olhos e começar a comer como deve ser. Tive uma consulta de nutrição em Medicina Chinesa com acupunctura e iniciei uma série de mudanças que não me curaram ou não me tornaram de repente numa pessoa sem apetites e sem vontade de pizza e de sushi (todos os dias). A dieta que sigo foi pensada em mim e é talvez a dieta que mais se adequa ao que sou e às minhas necessidades, manias e vontades.

Tenho que me controlar todos os dias e fazer um esforço real para seguir à risca todas as indicações que me dão na clínica sempre que lá vou.

Devia estar a fazer mais exercício ou pelo menos caminhadas rápidas e não estou a conseguir mas não posso é voltar ao "perdido por cem perdido por mil"que era o meu lema dos últimos tempos. Devia beber os dois litros e meio de água todos os dias e às vezes esqueço-me. Devia deitar-me todos os dias às 23h30 ou antes e nem sempre cumpro.

Devia fazer uma dieta mais organizada mas estou a fazer o meu melhor.
Iniciei em simultâneo fitoterapia (o método terapêutico que recorre a plantas) recomendado pela Filipa Martins (licenciada em Medicina Chinesa pela universidade de Nanjing) para acelerar o meu metabolismo.
Com este acompanhamento 360 graus espero conseguir chegar ao meu objectivo, ser saudável e acima de tudo sentir-me bem e em paz comigo. Mas sei que eu sou o principal fio condutor para que tudo aconteça e para que os tratamentos que faço em paralelo façam sentido e principalmente, efeito.

Comecei esta dieta fez ontem 10 dias e perdi mais de 2 quilos e desde que comecei o LPG perdi outros 2 quilos (com a ajuda de dieta) muito volume e a celulite está cada vez menor e é talvez o que mais noto.
Os quilos que vou perdendo, mesmo que não sejam necessários muitos, em mim fazem muita diferença e acho que já posso fazer um antes e depois.

A roupa é MUITO diferente mas acho que onde se nota mais é na cara. Vou tentar depois tirar uma que seja mais justamente comparável.
Podem seguir a Secret Beauty no Instagram e no Facebook e ficar a saber sobre estes tratamentos e outros que sejam mais adequados ao vosso caso.
Enviem-me as vossas opiniões que são muito importantes para mim. Um beijinho.


5/29/2017

Se fosse hoje - berços

Os meus bebés estão todos a crescer.
E é tão bom.
Quando a Leonor nasceu achei que ia precisar de tudo e a verdade é que não precisei de metade.
Tinha uma lista e tenho uma lista que usei em todas as gravidezes e de filho para filho fui precisando de menos. Para já, uns herdam dos outros e depois vamos percebendo que os bebés precisam de muito pouco para além.
Mas, há sempre um mas, cada vez há mais oferta mais coisas que nos facilitam a vida, mais ideias geniais e mais peças que fazem toda a diferença no quarto no carro na sala no banho. 
Sou uma mãe rotineira e que gosta de regras para manter um bocadinho a ordem (e a sanidade) e por isso gosto de coisas que me facilitem a vida e peças que mantenham a minha sala numa sala de adultos e gadgets que façam ganhar tempo. Gosto de facilitadores e de peças originais. E por isso vou iniciar esta rúbica. Se fosse hoje. 
Se fosse hoje estaria absolutamente indecisa entre dois berços lindos e maravilhosos e provavelmente não saberia escolher. 

Um, é descendente do baloiço mais giro de Lisboa. A B.A.G.O. lançou este verão um berço que é muito mais que um berço. 

Pode ser colocado no quarto, mesmo ao lado da cama dos pais ou na sala para estar ali, com o barulho ambiente da casa. 

Por estar suspenso, quando o bebé se mexe, o berço também e por isso, ele auto embala-se e provavelmente sente um bocadinho daquilo que é estar outra vez na barriga da mãe num embalo constante.

Dá até a altura em que o bebé se começa a virar e depois é só subsituir por um baloiço para poder aproveitar o furo do tecto.

As cordas são náuticas e por isso absolutamente seguras e resistentes, é feito com tecido 100% algodão e inclui estrado, colchão, mosquetões e buchas. Pode ser encontrado aqui.




O segundo berço é uma peça de design criado por uma designer industrial de Sintra.

Tem dois propósitos: o de ser o berço de todos os dias do bebé até aos 6 meses e o de viajar com o bebé de de forma leve e prática.

Sabem as camas de viagem que ocupam metade da mala do carro e pesam meia tonelada? Este berço fecha-se numa mala de tamanho perfeitamente aceitável. É lindo e as cores são de perder a cabeça.

A estrutura é fácil e rapidamente desmontável e a forra assenta de forma perfeitamente estável e perfeita criando um berço único e uma peça de desing difícil de resistir.

É feito em Portugal, vem em 16 cores absolutamente maravilhosas e é tão fácil de montar o que torna este berço num dos mais inteligentes que já vi.

Podem ver o vídeo da montagem aqui e namorar a Schnuk de fio a pavio no Facebook ou no Instagram.


                   

5/17/2017

De Madrid com amor

Sou a maior fã do que é português mas felizmente o mundo é enorme e ao mesmo tempo está tudo aqui tão perto.
Descobri por acaso esta marca e apaixonei-me.
De Madrid. De coração. De uma mãe. De perder a cabeça.
Este conjunto é um dos escolhidos para a Leonor. Amei vê-la de preto que não vestia desde bebé.
Com qualidade e um gosto que é a nossa cara e principalmente a dela.
Depois mostro um vestido e uma outra blusa mas sigam entretanto a Tenderine Shop que vale muito a pena.