3/20/2017

Família

Já não me lembro de ter "só" dois filhos e um parece que foi noutra vida. Quando um deles não está todos estranham mesmo que seja por (muito) pouco tempo. E isso é tão bom. #atéamanhã #thankgodforboba

3/18/2017

Uma hora sozinha

Quem está em casa com os filhos não descansa nunca a cabeça da casa, das arrumações, dos próprios  filhos. Quem trabalha todo o dia mais ainda. Tem dois trabalhos.
Arranjar tempo para sermos só nós parece não ter tanta importância assim. Mas tem.
Hoje vou estar uma hora sozinha. E vou aproveitá-la bem. Porque não me faz só bem a mim e disso tenho a certeza.

3/16/2017

Vou ser pai


Na realidade, tudo começa com um “vais ser pai”.
Ao contrario das mães, nós pais não sabemos. Dizem-nos.
Recebi a notícia, da Leonor, do Zé Maria e da Luísa com surpresa, apreensão, alívio e orgulho. Todos com imensa alegria.

Em todas as vezes que a MariAna me disse que estava grávida soube que ia ser pai, já era pai. Mas a realidade só se instala uns tempos depois.

Senti-me sempre atrasado umas semanas (às vezes meses) em relação à MariAna, talvez por não ter a barriga a relembrar-me, a mentalizar-me, a transformar-me.  Esse atraso trazia uma culpa mal disfarçada, como se durante a gravidez fosse um pai de segunda e a MariAna uma mãe de primeira.

Felizmente tive uns empurrões que me faziam recuperar o atraso. Ouvir o coração pela primeira vez, em alta voz, é o melhor reality check de todos. Sinto sempre que eles me estavam a dizer quase só para mim: “estou vivo”.
Ainda assim, descontando os empurrões, o meu papel na gravidez não é ser pai, é ser marido. Minimizar os efeitos secundários, como ouvinte, farmacêutico, massagista, amante e amador.

Seria de esperar que o nascimento fosse o derradeiro empurrão. Mas não é. Ou para mim não foi.
Foi magnífico, não há outra sensação que supere a primeira vez que temos os nossos filhos no colo, com juras de amor desnecessárias e promessas de superação quase utópicas. Mas também aqui fui uma personagem secundária. O mérito foi todo da MariAna, eu “só” estava a segurar-lhe a mão, absolutamente comovido pela sua força e determinação - aconteça o que acontecer sei que nunca me vou esquecer dos olhos dela marejados de amor.

9 meses depois era pai mas ainda não me sentia verdadeiramente pai.
Então para quando a epifania? Queria deixar de me sentir culpado por não sentir aquela simbiose perfeita entre mãe e recém-nascido, em que se reconhecem mutuamente os cheiros, os sons e os humores. Sentia-me quase a mais. Não podia dar de mamar, não reconhecia os esgares nem sabia os truques para os adormecer. Mais uma vez tive que ser mais marido, mas em modo pit stop da fórmula 1. Mudava a fralda para a devolver, dava banho para a devolver, vestia-a (invariavelmente mal) e devolvia-a, vigiava-a enquanto as duas dormiam. Pouco mais.

Depois veio o primeiro reconhecimento, a primeira vez que acalmou com a minha voz, a primeira vez que adormeceu ao meu colo. O primeiro sorriso.

E com isso veio o orgulho de estar a fazer qualquer coisa bem.
Sem saber ler nem escrever os meus filhos fizeram de mim pai. Deixei de ser um suplente utilizado. Passou a ser com a minha música que adormeciam, que dobravam o riso, que comiam a sopa toda. Depois de tantas noites mal dormidas e turnos duplos (no trabalho e em casa) fui promovido a pai a tempo inteiro.

É justo que assim seja. As mães suportam enjoos, insónias, barriga, maminhas e pés inchados, parto, amamentações e alterações hormonais. Antes de nascerem já lhes devem tudo. Nós temos que fazer por merecer a paternidade.
Ser pai não foi uma epifania, não foi um momento definido no tempo e espaço, mas sem saber como, de repente o amor foi tão absurdo que me ultrapassou.

Começou atrasado, admito, mas rapidamente me ultrapassou.

E pretendo passar o resto da vida a tentar apanhá-lo, a tentar ser o pai refletido no amor que sinto pelos meus filhos.







A festa do Zé Maria

O Zé Maria nasceu exactamente às 40 semanas.
Não tenho palavras para descrever o parto dele. E deve ser absolutamente impossível nos anos dos nossos filhos não nos lembrarmos do dia em que nascem.

Era enorme. Comprido. Loiro. Chorou tão pouco.
Assim que veio para o meu colo calou-se e não me lembro de quando voltou a chorar nas horas seguintes.
Depois do recobro fomos os dois na cama com rodas até ao nosso quarto e o meu orgulho era patético. 

Orgulho em mim. Orgulho nele.
Estivemos num namoro mágico durante dois dias.
Eu não tinha dores eu não tinha medo eu só tinha amor e um bebé absolutamente incrível. (E muitas saudades da Leonor é verdade)
O Zé Maria veio ao mundo logo a dar-me lições. Que não só é possível como é incrível amar um segundo filho. Por ele soube que com o terceiro iria ser exactamente igual. Que não há preferências e nem sequer afinidades. 

Metade da sua vida passou comigo em casa. Feliz..Sempre feliz a explorar a cair a tropeçar a partir os dentes (10 meses) a falar muito e a rir ainda mais.
E de repente que não foi nada de repente porque vi e vejo cada fio do seu cabelo crescer, o Zé Maria fez 3 anos. 

Acordou espantado com a ideia e em choque por já não ter dois anos.
Aproveitou o seu dia ao máximo. Cantou os parabéns na escola e passou a tarde no jardim.
No sábado fizemos a sua festa com 2 amigos da escola (adorei!) e família e ele amou. Tinha pedido uma festa do Batman e foi exactamente isso que teve.
Gosto de ser eu a fazer as festas dos meus filhos confesso, mas tanto a da Leonor em Julho (Luísa com 1 mês) como agora a do Zé Maria foram feitas com empresas que percebem muito mais disto do que eu e me retiraram muito trabalho ao dia. 
A Momentos Únicos é mais do que uma empresa que organiza eventos, e é bom quando as pessoas fazem as empresas. Foi o que aconteceu com a Catarina, empatia uma com a outra, muitas conversas de cá para lá e de lá para cá e o resultado foi uma festa cheia de cor e coisas boas. 
Muita atenção aos detalhes e a pensar nos miúdos que no fundo são quem goza mais estes dias. Brigadeiros, bolachas, pipocas, gelatinas, marshmallows. 
Eu fiz as sandwiches, cenouras e pepinos e uns dips para não estragar a minha dieta. E foram um sucesso também, modéstia à parte.
E como as pessoas boas se rodeiam de pessoas igualmente boas, a Momentos Únicos trouxe consigo a Party Bites que tem loiças espectaculares como os pratos altos, os copos e também os saquinhos para as lembranças.
As bolachas com o desenho do Batman vieram do Açucar de Mil Cores e fizeram as delícias dos miúdos. 
O bolo, pedi a uma amiga, que fez o bolo da Leonor quando ela fez um ano e ficou espectacular. Ele ficou doido. E o bolo estava óptimo! 
Só posso agradecer por este dia, que me comove sempre, por ter corrido tudo tão bem, com casa cheia de família e de amigos de quem já tinha tantas saudades. 

Ao Zé Maria desejo o que uma mãe deseja sempre para um filho. Saúde, bondade e alegria. O resto vem. 
Adoro-te daqui até à Lua meu Zé. 


Saquinhos com marshmallows da Party & Bite

Bolachas da Açúcar de Mil Cores




Coisas mais queridas. 


Sigam a Momentos Únicos aqui. Vão adorar, como eu!

3/14/2017

O que fariam hoje se começassem de novo?

À medida que vou tendo filhos vou aprendendo. E ainda bem. Olhando para trás sinto que fui ignorante em relação a muitas coisas.
Dei suplemento à Leonor com 17 dias porque à minha volta todos me diziam que tinha fome. Ao Zé Maria deixei de dar de mamar no dia em que ele começou a comer. Por ignorância, porque achei que estava na hora e não houve um  processo, foi literalmente de um dia para o outro. Com a Luísa estou a redimir-me e embora ache que os filhos crescem bem seja de que forma for, tenho objectivos pessoais com eles e no que diz respeito aos seus tempos. O tempo de mamar, o tempo de experimentar, o tempo de comer açúcar, chocolate e outras coisas boas...
Com as frutas é exatamente a mesma coisa. Cada uma a seu tempo. Mas o que é inevitável é que um dia entrem cá em casa as “Frutas bebé”. É assim que eles chamam às tacinhas e às saquetas da Blédina que há sempre e desde sempre cá em casa. A Luísa ainda não experimentou apesar de já poder mas não deve tardar muito.
Confio na qualidade desta marca, que do campo para a mesa oferece produtos sem corantes nem conservantes1 e sem complicações. 100% fruta.
É importante para mim ser prática e ao mesmo tempo oferecer coisas boas aos meus filhos. Nem sempre dá para levar e descascar fruta ou mesmo que dê... eles adoram e é um produto em que se pode confiar. Tanto as frutas como as refeições.
Visitem o site - www.bledina.pt - que me surpreendeu muito pela informação tão detalhada e amiga dos nossos bebés.

Post feito em parceria com a Bledina.


3/02/2017

A primeira receita - Lulas com molho de mostarda

Já fiz inúmeras experiências na Yämmi  e estou completamente fã. E se é verdade que é simples, rápido e eficaz também é verdade que a uso entre banhos e pijamas e nos intervalos das rotinas diárias.
Tirar fotografias é mais complicado mas assim que fizer dela parte da rotina vai tornar-se mais fácil.
Resolvi fazer lulas e arroz para começar e correu muito bem.
Muito simples e está pronto em cerca de 35 minutos o que me parece muito bom tendo em conta o prato. Os meus filhos são um bocado esquisitos mas gostam de lulas por isso resolvi experimentar e foi um sucesso.





Esqueci-me de comprar alho mas usem do "verdadeiro"!



Não tinha formas de alumínio
por isso o que fiz foi pôr o arroz numa panela pequenina
na bandeja e ficou maravilhoso.


Se tiverem sugestões ou receitas que gostasse que fizesse digam! 
E espero que gostem! 
Receita no livro: página 267
Receita no site aqui.


Post escrito em parceria publicitária com a Yämmi

3/01/2017

Ter só um filho é canja!

Não gosto de me esquecer quando tinha "só" uma filha. O início foi o maior caos por que já passei, os sonos dela, contados ninguém acredita.

Foi uma adaptação muito dura física e emocionalmente, mas a Leonor compensava tudo. Um bebé um bocadinho bicho do mato.
Nunca me importei. Aliás respeito tanto a personalidade deles enquanto bebés (e crianças) que às vezes sou mal interpretada ou considerada galinha chata ou super protectora. Não me chateia. É como é.
Quando ela começou a crescer as coisas tornaram-se mais fáceis. Ela sempre foi muito fácil, tirando o sono e não comer nada de especial, mas feliz, a amar a vida, sorridente.

Hoje tenho três filhos e quando olho para trás, na vida que tínha(mos) só com um parece-me tão fácil. Mais tempo, menos logística, mais espontaneidade, mais orçamento. Ela andava connosco por todo o lado, deitava-se à meia noite se fosse preciso e comia de boião.

Mas é só uma questão de perspectiva porque não foi fácil. O primeiro filho é dose. Tudo aquilo que tem de bom, de mágico, de incrível, tem de revolucionário. Chega, destrói, constrói, desarma, fragiliza, fortalece. Leva tudo à frente, faz crescer torna-nos pequenos e a querer a mãe, torna-nos gigantes: fizemos este ser humano caramba!

Ter só um filho não tem nada de canja. É duro. Bem duro. Aprender a dar de mamar a tratar do umbigo e a limpar os olhos a gerir cansaços a mudar fraldas um absurdo de vezes a pôr a arrotar a vestir e a despir a responder ao choro a tentar dormir descansar fechar os olhos.

Acontece quando depois temos outro e outro, que relativizamos. Repetimos o que fizemos bem, melhoramos o que ficou por fazer. Depois altera-se a logística o tempo diminui a casa aumenta o orçamento vai-se as compras são a triplicar as escolas também as cadeiras também os ténis e as roupas e as camas.

Não é canja ter só um filho. Não é nada canja. Estamos completamente aos papéis e mesmo quando corre na perfeição é sempre uma grande mudança que às vezes fica esquecida quando temos mais filhos como se os novos filhos nos dessem uma espécie de certificado.
É importante não nos esquecermos de como foi para sermos solidários com quem tanto precisa. As mães imploram por solidariedade a cada segundo.

Não é bom dizer a uma mãe de um recém nascido como era fácil com o seu recém nascido, principalmente quando já passou muito tempo. Porque com 100% de certeza, metade está esquecido. Não é bom dizer que o seu bebé dormia 12 horas seguidas aos 3 meses se a mãe à nossa frente não dorme meia hora seguida e já não sabe para onde se virar. Não é bom relativizar a realidade das mães. O que estão a viver, aquilo por que estão a passar, não é bom desacreditar as angústias nem os problemas que com o tempo nos parecem fáceis de resolver. Não é bom esquecer os passos da maternidade e o que vivemos em cada momento.
É bom relembrar e decorar os medos as incertezas a enorme insegurança o pânico de falhar.
Ter só um filho não é canja. É ter um filho. E um filho é o trabalho mais exigente que podemos ter, independentemente do seu número.

2/26/2017

Bebé da mãe

Num minuto só sorrisos e gargalhadas e no outro birras abismais. Por aqui anda muita negociação, muita paciência e às vezes muita falta de paciência. É da idade,  é da irmã,  faz parte. Este loirinho que me mata com um olhar anda a precisar de atenção especial. Estou aqui bebé.
#quase3
#bebezemaria

2/23/2017

Os pés deles crescem em 5 minutos

Os sapatos comprados para "durar" para o inverno começam a não caber.
A Leonor já aumentou dois números desde Setembro e a sorte do Zé Maria é ter sapatos herdados de primos.
A Luísa, em contrapartida tem dois pares de sapatos que ainda lhe estão enormes e por isso quando começar o calor e a andar penso no assunto.
Os saldos já foram e sabe bem quando conseguimos comprar mais por menos fora de horas, quer seja roupa, quer sejam sapatos. E por isso é de aproveitar esta promoção da Pisamonas. Compra 3 e paga só 2, se comprar 6 só paga 4 e assim sucessivamente. Não precisa de ser sapatos, pode ser sapatos, collants, etc.
Demorei horas a escolher porque queria sapatos de meia estação e que dessem para o dia a dia. Os do Zé Maria - uns Blucher de camurça com atacadores, já a pensar nos anos dele em Março. Ele adora botas mas não acho muito confortável para usar todos os dias principalmente quando está um inverno cheio de sol como este.
Para a Leonor escolhi uns sapatos também Blucher que são a cara dela. Queria uns que ficassem giros com roupas mais arranjadinhas mas que desse para usar no dia a dia. Muitas vezes ela quer pôr sapatos "de festa" com calças de ganga ou roupa completamente descontraída e estes ficam de facto bem.
Para a Luísa e porque ela não precisa de sapatos no imediato e achei que seria desperdício, escolhi este bolero - não tem nenhum cor de rosa - e dá mesmo muito jeito! Com este conjunto que escolhi o bolero saiu completamente grátis. E os portes continuam a ser grátis, que também é importante.
Por curiosidade, a Leonor tem 5 anos e calça 27 e o Zé Maria faz 3 em Março e calça 25 que era o que ela calçava em Setembro. Ele está a crescer mesmo muito rápido e apesar de sempre ter sido alto e ser rapaz e por isso não ser comparável é assustador como se está a tornar num rapazinho e a deixar de ser bebé. Vai amar os seus sapatos novos. Como ele diz: à homem.


Post escrito em parceria publicitária com a Pisamonas

2/20/2017

Nunca mais vou ter mais filhos

Nunca tinha pensado que a certa altura iria pensar nisto.
O nosso número de filhos é e será 3. Não porque seja a conta que Deus fez mas porque este número de filhos está certo nas nossas contas. Nas contas do nosso coração,  do nosso orçamento e da nossa disponibilidade. E às vezes este número é enorme quando nos falta o dinheiro o tempo a paciência o espaço e  outras, está simplesmente perfeito. 
Assim decidimos em casal que não teríamos mais filhos e estamos em absoluta paz.
Escusado será dizer que os que temos nos enchem as medidas. Mas na verdade sempre encheram quando eram só um ou depois dois e houvesse mais filhos sei que seria exactamente igual.
O que nunca tinha pensado - porque o tempo passa depressa demais para parar e pensar - é nas últimas vezes de tudo.
Nunca mais vou estar grávida. E eu não adoro estar grávida. Mas adoro ecografias e sentir o bebé a mexer. A ligação que se cria. Nunca mais vou gerar um filho, comer bem por ele, fazê-lo crescer na minha barriga, nem vou passar por um parto. E eu adoro os partos.
Não vou fazer nascer mais ninguém. O primeiro choro.
Passar aqueles dias no hospital, só nós,  esse namoro.
Nunca mais vou dar de mamar e vou ter tantas mas tantas saudades dessa ligação e desse privilégio.
Há coisas que não vão voltar a acontecer e custa assumir essa decisão quando se pensa realmente no que não volta a acontecer.
Depois há tudo o resto que se ganha.
Compensar a decisão com o que nos fez tê-la: passar tempo, ter tempo, ver crescer devagarinho.
Há o que há de vir.
E há tudo aquilo que são. Pequeninos e enormes em nós. Perfeitos. Um. Depois o outro. E depois o outro. Exactamente como tinha de ser.

2/19/2017

B.A.G.O

Se não os podes vencer junta-te a eles. Mas em bom. A adorar este "cantinho dos miúdos na sala. Secretária e estante com folhas e canetas que existe desde sempre, tenda maravilhosa e a última aquisição (como só agora??) o baloiço mais bonito de sempre da @bagokids minha amiga, madrinha da Luísa, pessoa de coração e talento. 😍😍 

#bestswingever 

#bagokids


Domingo II

Programa perfeito para um bebé. Carrocéis histéricos, carinhos de choque, castelos insufláveis, música do Panda num volume proibido por lei, mil crianças aos berros, umas em birra (um dos meus incluído) e cheiro a churros entranhado na roupa. De nada querida.


Domingo

Hidratos de carbono ➕ vitamina D ✔