9/20/2017

Fora os TPC

Fora os TPC. Os de 5 minutos 10 minutos os de meia hora. Os que são só uma vez e mais os que são duas e mais ainda os que são 4 ou 5. Fora os TPC sob a forma de desenhos ou ditados ou problemas ou colagens ou recolhas de coisas na rua ou seja lá aquilo que for.
Fora o tempo de trabalho em casa porque a casa não é o trabalho. É onde se desliga. Onde se para. Onde se descansa.
Onde se faz aquilo que se quer fazer e onde se goza o nada.
Onde se aproveita os irmãos mais velhos e mais novos para brincar falar bulhar.
Fora a obrigação de ter que pensar no que se pensou ao longo do dia. As coisas que se gosta e as que se odeia. Fora o prolongamento da escola para casa porque a casa não é a escola e a escola também não é a casa.
Fora afastar uns irmãos dos outros e deixar uns brincar e estender-se no sofá e outros fechados longe a cumprir obrigações ou a esforçar ainda mais a cabeça para se concentrarem no meio de um caos normal que não é suposto contrariar.
Fora a lógica obsoleta de que a vida é assim que ajuda a criar um (mau) hábito e que é uma preparação para o que há de vir porque o que há de vir são adultos que se questionam o tempo todo e à falta de tempo que têm para gozar os seus e às vezes que atendem telefonemas de trabalho a horas pornográficas e que trabalham ao fim de semana e que não sabem dizer que não e que não podem dizer que não porque a vida é assim. E porque assim é que tem que ser.
A pescadinha de rabo na boca começa aqui. Aos 6 anos. No primeiro ano. E nunca mais tem um fim.
Fora as teorias desencontradas sem nexo e sem sentido do adulto que contesta horas extraordinárias mas as exige a uma criança.
Se estamos hoje a viver o que estamos a viver como adultos. Se o maior flagelo da nossa geração, mais do que o dinheiro é o tempo. Se choramos com saudades do marido dos filhos das horas vagas das férias grandes dos tempos mortos dos feriados livres dos fins de semana como temos a coragem a audácia e a lata de encaminhar os nossos filhos exactamente pelo mesmo caminho?
Parece pequeno. Mas começa aqui.

9/14/2017

Organii Ecomarket Experience

É já neste Domingo, dia 17 que vai acontecer no Alegro de Alfragide mais uma das suas muitas espectaculares iniciativas.
O Organii Ecomarket Experience é um Mercado que coloca na mesa assuntos a que cada vez mais devemos dar importância para um mundo mais sustentável.
Eu sou exemplo de alguém que tem muito para aprender nesse campo e a

minha casa muito a melhorar nas nossas rotinas do dia a dia.
Vai ser um dia em grande e com muitas coisas boas a começar com a fundadora da Organii Bio, uma empresa biológica e ecológica de cosméticos completamente naturais que vai surpreender tudo e todos com dicas de como criar cosmética com aquilo que temos na despensa.

Depois é a vez da simpática Joana Limão que promete salvar os devaneios do verão com um workshop de detox especial pós férias. Parece ideal.
Assim começa o dia mas segue com mais propostas muito úteis para reduzir desperdício, poupar dinheiro, reduzir o uso de plástico, fazer detergentes caseiros entre outros temas tão importantes. Participem no debate ou workshops porque vai valer a pena.


 

Agenda Organii Ecomarket Experience em resumo:
10h00 - Talk “A Cosmética na Despensa”, Cátia Curica, fundadora da Organii
12h00 - Workshop “Detox Especial Pós-Férias”, Joana Limão da lemoaid.pt
14h30 - Workshop “Como fazer detergentes caseiros”, Ricardo Spencer da Organii
16h00 - ShowCooking “Bio e Sem Glúten”, Maria Oliveira do The Love Food
18h00 - Talk “Desperdício Zero”, Joana Tadeu da A MONTRA / THE WINDOW

8/29/2017

As crianças precisam de ser entretidas

Sim.
Isto vai contra todas as teorias da nova era da educação. Em que se deve educar com liberdade, brincar com liberdade, comer com liberdade, vestir com liberdade, fazer tudo o que se possa calcular com liberdade.
Pois. Eu acredito que quem um dia se lembrou sequer de pensar nisto, estava sentado, a ler um livro, de copo na mão. Provavelmente bêbado. E não em casa com três filhos, um cão, um porquinho da Índia e dois peixes.
Sou pela liberdade. Desde sempre. Que devem crescer com ideias próprias, com a possibilidade de ter opinião, de poder duvidar, contrapor, explicar. Ser eles mesmos. Imaginar, criar, explorar, mexer nas coisas.
Mas fora de casa.
Quem inventou essa teoria - porque são precisas mais teorias que façam as mães sentir-se cada vez mais um traste com elas mesmas - vivia no campo, tinha empregada 12 horas por dia, uma casa ampla, fácil de arrumar, refeições preparadas. E não em casa, com filhos de férias há dois meses, com um tempo incerto. Assumo e abraço toda essa liberdade retirando-as de casa, onde espalham, sujam, reviram, mexem, arriscam. Podem ser livres na praia, no jardim em qualquer lugar que não me obrigue a estar de rabo para cima, já sem costas e sem paciência a apanhar todos os brinquedos que espalham sem critério.
Sim, as crianças devem arrumar o que desarrumam. Mais uma teoria perfeita para filhos perfeitos. Os meus, com 1, 3 e 6 anos arrumam o que conseguem, o que sabem e o que estão para aí virados.
Em casa, as coisas complicam-se. A liberdade deles tem limites ou a minha acaba por completo. E mesmo quando crio regras, me zango, ando atrás deles, nem tudo corre como esperado e a casa acaba invariavelmente virada do avesso.
Por isso, nas
férias, nos dias de mau tempo, quando um deles está doente e temos que ficar todos em casa, fechados a gerir vontades, brincadeiras e afins cedo pouco a teorias, faço o que posso e sei, mando um berro ou outro, faço exigências e controlo disfarçadamente a liberdade deles. 
Às vezes, esquecendo todos os anos de estudo de pediatras e mentores da educação moderna, protegendo um bocadinho a pessoa sã que ainda resiste em mim e que também merece descanso, digo:
- meninos, e se vissem um filme?

8/21/2017

E tu? O que é que tu fazes Mariana?

- E tu? O que é que fazes Mariana?
Perguntaram-me num jantar.
- Não faço nada. Estou em casa.
Disse eu sem acrescentar ponto nem vírgula. Só isto.
Estava entre amigos e conhecidos que se insurgiram contra a minha resposta.
- Tens três filhos! Já é muito trabalho!
E na minha cabeça a pensar: e quem tem três filhos e ainda trabalha por cima? Isso sim é trabalho...
- És blogger!
Não sei se sou blogger. Tenho um blog. Para mim ainda é diferente. Escrevo porque gosto, escrevi dois livros um de poesia e outro sobre a minha perspectiva de vida como mãe. Trabalhei em Publicidade.
Depois pensei na facilidade que tenho em ser a minha pior inimiga porque na realidade o que eu faço - que não é nada de especial, podemos todos ser honestos - é muito difícil de pôr por escrito ou de dizer alto, numa mesa cheia de profissões. Não sei como dizer o que faço.
Milhões e milhões de mães estão em casa com os seus filhos. Muitas delas conseguem para além disso criar um negócio próprio com nome: costureiras, designers, jornalistas. Pessoas que nas sestas fazem bainhas, criam identidades de marca, escrevem artigos.
Nas sestas dobro meias, arrumo a cozinha, apanho brinquedos do chão, descanso o mínimo indispensável e claro, escrevo no blog. Sobre a minha vida com eles, quando estão acordados, fora das sestas. Sobre o que sinto, o que amo, o que receio. Sobre o que se passa essencialmente cá dentro.
Já fui paga para escrever. No blog. E isso fez-me absolutamente feliz, por estar a contribuir para a minha casa, coisa que não sentia nem fazia desde 2011. Para mim foi importante. Muito importante mesmo. Fez-me crescer por dentro e não há nada mais importante que isso, sermos altos de vez em quando, sentirmos um bocadinho de orgulho, de sensação de missão cumprida.
Orgulho em mim, perante os meus filhos que não precisam para nada de saber de onde vem o dinheiro que nos paga as contas. Que nos leva de férias, que nos põe a comida na mesa.
Mas para mim foi bom. Acho que a isso se chama ego.
O meu nunca foi gigante e ao mesmo tempo ainda bem. Fico feliz quando consigo pequenas coisas. E vivo com os pés na terra, sem grandes manias.
Mas como não estar orgulhosa do meu trabalho? Não responder de boca cheia que estou a criar três filhos, que mesmo nos dias menos bons estou lá, mesmo quando estou doente e cansada e triste e frustrada? Porque isso é ser mãe. É ser pai. Todos o fazem, no muito ou no pouco tempo que têm para estar com os seus filhos. Fazem o melhor, arrumam a casa, trabalham a tempo inteiro ou a meio tempo ou quando conseguem, orientam-se, pelos filhos.
Estar em casa tem qualquer coisa de ingrato por isso. Não fazemos mais do que sermos pais, mas a tempo inteiro. Custa, é duro, é cansativo, é muito cansativo e não tem um nome, não tem uma definição, nem categoria.
O meu trabalho é ser mãe. Tudo o resto são palavras.

8/10/2017

Vamos falar de mitos?

Tenho percebido, desde que escrevo diariamente no blog para pessoas que nunca vi – muitas é como se já as conhecesse – que temas fazem acender os corações.
Amamentação, alimentação, babywearing, segurança automóvel e açúcar!!
Cá em casa há poucas regras que não possam ser quebradas, excepto as da educação e as da segurança. Ninguém pode falar mal com ninguém. E mesmo assim, às vezes fala-se. E ninguém pode andar sem cinto. Já andaram, aqui na rua.
Tentamos ser regrados com o açúcar e há semanas em que falhamos redondamente e outras em que tentamos compensar.
Aqui, é tudo uma questão de equilíbrio.
O Lipton Ice Tea entra nas nossas contas. É a bebida que escolhemos para eles quando vamos almoçar ou jantar fora e acho que a preferida do Zé Maria.
Também temos na despensa. Umas vezes bebem durante semanas até acabar o stock, outras não se lembram que existe.
Mas sabiam que foi o primeiro refrigerante em Portugal a substituir uma percentagem do açúcar por Stevia – um adoçante de origem natural?
E que, desde 2014 (e graças à introdução de Stevia!) que a Lipton reduziu a quantidade de açúcar de 7g para 4,5g por cada 100ml nos Ice Teas de manga, limão e pêssegoTem menos açúcar que outros “iced teas” no mercado mantendo aquele sabor que tanto gostamos!
É o ideal para uma dieta pura e livre de açúcares? mais uma vez digo que não, mas é uma óptima exceção à regra? Para nós sim.


Escrito em parceria publicitária com Lipton Ice Tea.

8/02/2017

A aeronave que mudou a minha vida e que levou duas outras

Nem sei se deveria escrever isto.
Com que direito?
Era só um dia de praia que prometia o do costume.
Fui eu e eles. Os meus três filhos.
Estivemos algumas horas na praia e íamos ficar mais.
Encontrámos uns amigos.
Os miúdos andavam entre areia seca o enrolar na toalha a reposição de creme e os dentes a tremer.
Uma amiga estava à beira mar e a Leonor também. O Zé Maria também quis ir e eu fiquei a vê-los ao longe enquanto brincava com a Luísa.
A Leonor subiu para pôr creme e disse-lhe  que mais um bocadinho e voltem para cima...
Estou de pé a olhar para eles e do nada surge uma aeronave a um metro do chão. Põe as rodas na areia, levanta as rodas volta a pôr. aterra. desliza.
10 segundos.
Atirei a Luísa para o meu colo e corri. Aos gritos. Descontrolada. Fora do meu corpo.
- os meus filhos! Os meus filhos! Não vejo os meus filhos! Os meus filhos!
Foi isto que gritei enquanto corri. Vejo o Zé Maria primeiro e depois a Leonor e arrasto todos para a areia seca.
A minha amiga Catarina com a bebé dela com os meus. A trazê-los também.
Os gritos eram de todos os que ali estavam e gritavam e choravam e procuravam. Todos procuravam alguém. Todos tinham alguém.
Entre os gritos e as lágrimas a 10 metros dos meus filhos estava alguém. Deitado sem se mexer. Morto. A Leonor diz que o viu. A cair de cabeça e a desmaiar e a morrer. Dissemos-lhe que ele estava bem....
30 metros depois uma criança e depois a aeronave.
Saímos o mais rapidamente possível dali. Antes chorei muito. Abracei-os o mais que pude e chorei mais e gritei e questionei e agradeci e pensei naquele homem sozinho deitado ali sem um abraço e nos dele que os procuravam. E na outra pessoa que eu ainda não sabia que era uma menina de 8 anos e que tinha a mãe ali. A viver o que eu temi.
Numa escala diferente muito diferente porque direito tenho eu,  a minha noção da vida deles e do tamanho que ocupam em mim, mudou para sempre.
Para sempre vou ter este sentimento do que é a ideia de os perder.
Não consigo falar em sorte. O que lhes aconteceu e às outras pessoas que ali estavam foi um milagre. E ao homem de 57 anos e à menina de 8 anos a maior e mais parva tristeza da vida.

7/24/2017

Ciência Viscosa: quem quer ganhar?

As férias chegaram.
Mas as férias em família ainda vão ter que esperar uns dias. Confesso que ando com alguma dificuldade em planear programas fora de casa que sejam bons para todos. Vamos de certeza muitas vezes à praia, passear nos jardins e brincar. Dentro e fora de casa.
Mas vai haver momentos em que vamos precisar de estar em casa e gerir as sestas. O Zé Maria e a Luísa ainda dormem.
Gosto de jogos que os entretenham por algum tempo e que tenham uma finalidade. Como os puzzles ou jogos de cartas (ainda só jogamos ao Peixinho) e adoro os jogos da Science4You. (sabiam que é uma marca completamente portuguesa e isso enche-me de orgulho?). São jogos educativos, divertidos e que os fazem participar e não apenas ver.
Temos para oferecer um brinquedo que anda a fazer sucesso: A Ciência Viscosa. Para isso basta fazerem like na minha página e na da Science4You, um tag a duas amigas ou amigos na publicação do Facebook e partilhar o post de forma pública na vossa página. Os resultados serão conhecidos na sexta feira por random.org.
Este tapete é espectacular. Enorme e lavável.
E existe com vários temas diferentes. 14,99€

Fizemos um baton verdadeiro!
É um kit com pós e líquidos que se juntam
e depois de solidificar no frigorífico faz um baton à séria.
A Leonor adorou. 9,99€
Gosto especialmente deste tabuleiro.
Desenha com caneta de íman e forminhas.
Vem com um livro de actividades
para fazer em conjunto com o tabuleiro. 12,99€

7/11/2017

Tu és bom.

Todos os dias. Tu és bom.
Dizer-lhes isto todos os dias. Palavras, gestos, de uma maneira ou de outra.
Lembrar-me no meio de raspanetes e de banhos e de coisas que se atropelam nas coisas. Tu és bom. Tu és mais que bom, és o melhor. És o melhor naquilo que és.
Estávamos de manhã a vestir, a pôr creme para a praia, para a escola, para a colónia, para as horas, para a pressa. Vamos chegar atrasados, perder a camioneta, se não se despacham não vão. Sem tempo para parar e pensar que sabem lá o que são horas e pressas e tempo. Depois uma birra, foi creme para o olho, exagerou. Chorou mais do que é suposto (?), saímos à pressa, a correr, entrem no carro, ponham o cinto, meninos depressa, corram, podemos apanhar trânsito.
E depois entramos todos e estamos em silêncio e eu penso neles, em como são bons.
"A mãe adora-vos. Vocês são os melhores filhos que posso ter e nunca pensei ter filhos como vocês, tenho muita sorte".
Não ligam muito. Sorriem. Estão habituados a declarações de amor (mimados).
Também estão habituados a que refile, a que os apresse, os pressione, a que os obrigue a apanhar brinquedos do chão (não fazem mais que a obrigação), a que às vezes perca a cabeça e mande um berro bem alto que eles odeiam e lhes diga que estou farta.
Mas hão-de ouvir todos os dias que os adoro, que são bons. Que são especiais e únicos e incríveis. Mesmo quando me irritam com as suas coisas. Mesmo quando são dramáticos e falem a chorar e desarrumem tudo sem respeito nenhum pelo meu esforço e pelo meu cansaço. Todos os dias. Merecem ouvir que são bons. Crescer a saber que são bons. Acreditarem que são bons.
Tu és bom. És bom a dar abraços e beijinhos, és bom a contar histórias, és bom a rir-te com a cara toda, és bom a dar gargalhadas imensas, és bom a jogar futebol, a olhar-me nos olhos. Tu és bom no coração. És bom na alma. És bom filho, boa criança, boa pessoa.
E eu vou dizer-to todos os dias da minha vida.

7/04/2017

O meu sonho e o dela. Barbie e os Golfinhos Mágicos

Não costumo ir a muitos eventos relacionados com o blogue porque durante o dia estou com a Luísa e tento respeitar os sonos dela (que já são condicionados por ser a terceira), e também porque há eventos que não a horas amigas das mães que não têm onde os deixar.

Faz parte da minha vida não ter tempo para ir onde quer que seja sozinha, até ao dentista levo a Luísa.

Mas este evento não podia perder e felizmente o meu marido pôde ficar com os pequeninos de manhã, para eu poder ir com a Leonor.
E valeu a pena.

Em miúda nunca tive uma Barbie e não tenho nenhum trauma por causa disso, tinha outros brinquedos mas a Leonor adora e pediu no Natal do ano passado a sua primeira Barbie (nova, já tinha umas herdadas).
Não perde um filme e obriga-nos a todos a ver.

E por isso a apresentação dos novos brinquedos da Barbie e os Golfinhos Mágicos foi um sonho tornado realidade, para as duas. O filme estreia em Outubro mas os brinquedos já andam por aí.
Viemos para casa a falar na sorte dela, por ter podido tocar em golfinhos aos 5 anos, e eu (só) aos 37.
Adoro ir ao jardim zoológico. Tenho vindo a entender cada vez melhor o seu papel na prevenção da extinção das espécies e na sua manutenção e desta vez tive a sorte de ouvir um bocadinho sobre a história, os seus animais e o esforço diário que se faz para fazer uma coisa que parece tão simples: manter vivos os animais.

Os golfinhos são muito bem tratados e nota-se. Nunca tinha estado tão perto e muito menos tocado num. E foi incrível.

O convite da Mattel fez-nos às duas felizes.
A Leonor encontrou e fez amigas, adorou ter uns óculos iguais aos da mãe, delirou com a cesta da Barbie e com os brinquedos novos, principalmente o golfinho e a Barbie (tem uma t-shirt que muda de cor) e acho que subiu aos céus com os golfinhos.

Agora, é esperar por Outubro e pela Barbie e os Golfinhos Mágicos, uma aventura com golfinhos, sereias, corais e claro, o Ken.
+

Sapatos da Leonor moc moc
Saia Tenderine

7/03/2017

O que bebemos quando vamos almoçar fora? Tudo em pratos limpos

Nunca fui extremista em nada. Umas vezes devia ser mais, outras, ainda bem que não sou. Salvaguarda-me de poder experimentar, escolher e decidir.

Importa-me duas coisas fundamentais no crescimento dos meus filhos: saúde e felicidade.

No dia a dia não sou perfeita no que diz respeito à alimentação deles (nem em tantas outras coisas) mas sou sem sombra de dúvida moderada, consciente e minimamente racional.

Não gosto de exageros em nada e acho que na maior parte das vezes se viram contra nós.
Não comem doces todos os dias mas às vezes comem, não bebem sumos todos os dias mas às vezes bebem, quase nunca comem fritos mas se comerem não lhes cai um bocado.

No verão por exemplo, descanso um bocadinho da sopa e tento compensar por outros lados. Há sempre fruta cá em casa que todos adoram. Alguns gostam de legumes, outros torcem o nariz. Os pequenos almoços ao dia de semana não são o ideal mas são o que se consegue tento em conta os gostos de cada um, as idades e o tempo para sair de casa.

O açúcar faz parte do nosso dia a dia, bem ou mal e honestamente não está em quantidade suficiente que me faça preocupar. São miúdos saudáveis e muito activos.
Quando vamos almoçar fora pedimos sempre Ice Tea para os miúdos – excepto Luísa - e foi por isso que  decidi escrever sobre esta nossa opção.

Os refrigerantes têm açúcar, é ponto assente. E o açúcar quando consumido em demasia é prejudicial, a inúmeros níveis. Não são com certeza recomendados para todos os dias e não há nada melhor para beber do que água ou sumos naturais mas entre as várias opções – e há muitas -  é possível escolher bem ou melhor. E é possível beber um refrigerante de quando em quando, sem dramas. Como tudo na vida.
A Lipton tem reduzido o açúcar nos seus Ice Teas o que fez com que as opções tenham menos açúcar do que as águas aromatizadas por exemplo. Foi também o primeiro refrigerante em Portugal a substituir uma percentagem do açúcar por Stevia – um adoçante de origem natural. É bom ver as marcas a responder às preocupações das pessoas cada vez mais conscientes dos malefícios do excesso de açúcar no dia a dia.
O Lipton Chá Verde - a estrela do low sugar – tem 3,5g/100ml de açúcar enquanto uma cola por exemplo tem cerca de 10,5g/100ml.

Por isso gosto de saber que quando decido, conscientemente dar um refrigerante aos meus filhos, estou a escolher de entre muitos, o melhor.

Post escrito em parceria com a Lipton

6/30/2017

Às vezes perco o controlo

Normalmente as coisas andam mais ou menos em auto piloto.
As manhãs, os dias cheios com a Luísa, os fins de tarde e depois toda a gestão da casa, das pequenas coisas para fazer que ocupam demasiado tempo, as refeições, a limpeza, os recados, os afazeres, as compras, os passeios com o cão, ir levar à escola, ir buscar. Os sonos, as sestas. As noites.
E depois nós. Ele e eu. Eu.
Quando vejo ao longe parece-me básico gerir uma família. Não tem grande ciência. É ser organizado, acordar cedo, dormir bem, gerir a casa como uma empresa, gerir os filhos com muito amor, gerir o casamento com carinho, ternura, segurança e tolerância.
Mas às vezes perco o controlo.
Dou por mim a deixar fugir tudo e todos das mãos. A rezar para que ninguém se magoe enquanto cozinho, que se entretenham enquanto dou o quinquagésimo jeito à casa. Que não precisem de mim para atar os sapatos, para ajudar na casa de banho, que me ajudem não fazendo birras.
A verdade é que eles são eles, como são. Indiferentes ao meu tempo, à minha incapacidade ou ao meu cansaço. E é assim que deve ser.
Dou por mim a ter que parar para pensar. O que é que eu estava a fazer? E rapidamente se instala um caos que me pergunto se existirá só aqui. Nem são eles, sou eu. Aquelas 3 horas ao final do dia em que basta estar uma coisa fora do sítio como não ter o jantar preparado ou um deles estar mais precisado de mim, mais cansado, mais birrento para que tudo se desconjunte. Eles nem notam às vezes, tento disfarçar que estou sem saber o que fazer e que muitas vezes me apetece simplesmente sentar, parar, estar quieta.
Ou naquelas semanas em que há vacinas, reuniões, médicos e tudo cai ao mesmo tempo, uma batidela no carro, uma conta em atraso, garantir que têm roupa para a colónia de férias, chapéu, fato de banho, pensar nas mochilas, fazer compras a contar com a praia, os cremes.
Depois dou por mim e nem me reconheço. Ando ali aos papéis, desgrenhada, cansada, a desejar que os dias terminem, mesmo os bons. E a maioria, são bons, aliás são óptimos.
Nunca me deito infeliz com os meus dias, só cansada, confusa, desorientada e sempre a pensar no quanto tenho por fazer.
Brinca brincando, há 6 anos que estou com filhos. Há 6 anos que estou todos os dias com um deles e há 6 anos que não estou sozinha mais do que umas horas. Não me importo de estar com eles mas tenho saudades minhas. De parar um bocadinho, de conseguir pensar, de me organizar por dentro.
É isso: ando desorganizada por dentro. Feliz e muito desorganizada.

6/28/2017

A educação do sentir

Fui uma criança feliz.
Com uma educação muito diferente da dos dias de hoje. Não havia muita abertura - ou nenhuma - para falar sobre sentimentos.
O que é que sentes?
Não havia por hábito perguntar o que se passava por dentro.
Estás triste?
Não se falava das emoções ou do amor e não se exprimia o que se sentia.
Adoro-te.
A vida andava como andava a vida. Sem floreados nem "coisinhas sem importância ". Havia de facto poucas coisas importantes.
Haja saúde!
O coração e a emoção tinham um lugar muito pequenino e era assim que era e pronto. Nem bem nem mal.
Talvez por isso essas coisas da alma ocupem hoje o maior espaço na minha vida. Talvez por isso me queixe sem reservas e me preocupe com coisas de nada e pense sobre coisas que não merecem tempo. Se elas passarem por mim, passaram. E isso é bom.
Sou uma mulher feliz.
Falo sobre o que me magoa. O que me preocupa. O que me angustia. Digo aos meus que os amo. Uso a palavra amor. Digo-lhes que os adoro, que estou triste com eles ou comigo, peço desculpa.
Não estou sempre de sorriso na cara nem sempre com o (obrigatório) pensamento positivo, não estou sempre optimista nem como se nada fosse. Não estou sempre despreocupada de nenúfar em nenúfar a saltitar pela vida como se algumas coisas não fossem difíceis ou que simplesmente merecessem a pena ser reflectidas ou vividas.
O mundo não cai se pensar nele. Não sou menos feliz se chorar de vez em quando e se me deixar levar por um problema. Talvez seja assim que melhor o resolvo.
Não há mal nenhum em parar. 
Ser feliz não significa não pensar, empurrar com a barriga, pôr para trás das costas, fingir que não aconteceu, fechar os olhos. Ser feliz não significa andar sempre de sorriso posto. De gargalhada pronta. Conseguir fazer tudo ao mesmo tempo e mil coisas por dia, estar em todas as frentes também não faz de mim corajosa ou espectacular mas se calhar cansada ou a perder outras coisas mais importantes. 
Confrontar a alma não faz da vida um drama ou uma tortura ou mesmo um desperdício mas uma possibilidade constante de ser um bocadinho mais, mesmo que às vezes doa. 

Isto tudo a propósito do espectáculo que vi de uma querida prima, talentosa e que tem coragem de ser livre. Aconselho toda a gente a ir ver, a rir muito mas mesmo muito e a levar para casa coisas para pensar. 

6/26/2017

Devo alimentar o bebé sempre que chora? Desafio #MãesReais

Era a primeira vez.
Um bebé ao meu colo. Meu.
O meu primeiro instinto depois de a abraçar e de lhe dar todos os beijinhos possíveis foi de lhe dar de mamar. Nem pensei. Tive a sorte de não ter ninguém a falar-me de possíveis dores más pegas mastites leite a subir. Não pensei.
Lembro-me que a enfermeira se aproximou de mim nesse momento para me ajudar, e depois se afastou e disse: já está. Ela nasceu ensinada. Tive sorte.
Era a primeira vez. Um bebé ao meu colo. Que chorava, não muito mas chorava. Que não fechava os olhos por muito tempo, que me fazia duvidar de todas as minhas capacidades como mãe e de todas as nossas capacidades como pais.
Nem um nem outro acertávamos.
Tão depressa aprendeu como se tornou dependente de mim para tudo. Comia de duas em duas horas e fê-lo até aos sete meses.
Foi a partir desse momento que passei a confundir a fome com o sono com o mimo com o querer a mãe com o conforto e a estar ali para ela.
Era a primeira vez. Não precisava de saber os seus motivos.
Mas não sei como aguentámos o ritmo.
Quando um recém nascido chora, acima de tudo nos primeiros tempos tentamos adivinhar e vamos eliminando hipóteses até acertar.
Alimentar o bebé, no meu caso que dei dou de mamar, era também poder contar com uma solução de recurso. Há qualquer coisa de muito poderoso na maminha da mãe que acalma o bebé, lhe cura as cólicas, as dores, o embala, lhe dá segurança e o alimenta. Sempre usei, bem ou mal esse poder, algumas vezes criando dependência quer por mim, quer pelo meu leite, quer pelo ritual.
Alimentar sempre que chora significa não ligar aos tempos nem às horas, é responder logo com um aconchego seja fome ou não.
Respondi ao desafio Baby Dove que me incentivou a pensar nisto e de facto pouco mudou desde a primeira filha.  Os meus dois filhos que vieram a seguir também mamaram sempre sem horas com o bom e com o mau que isso tem.
E vocês? Eu e Baby Dove queremos saber a vossa opinião. Devemos alimentar o bebé sempre que chora?
Contem a vossa história. As 10 primeiras participações ganham um produto da gama Baby Dove.
Querem participar? É fácil.
Partilhem uma fotografia – a que quiserem - no Facebook ou Instagram, juntem a vossa opinião e os hashtags #MãesReais e #BabyDove.

Depois basta enviar um email para maildaamaejavai@gmail.com com o link da participação. Vou adorar saber o que pensam sobre isto.

6/20/2017

7 anos de hormonas

Feitas as contas, foi isto que aconteceu nos últimos sete anos.
Engravidei da Leonor em Outubro de 2010. Nasceu em Julho de 2011. Deixei de dar de mamar  em Janeiro de 2012.
Engravidei do Zé Maria em Julho de 2013. Deixei de dar de mamar em Dezembro de 2014.
Engravidei da Luísa em Setembro de 2015 e ainda dou de mamar, em Junho de 2017.
Feitas as contas estive pouco tempo livre de hormonas malucas do pré parto parto pós parto amamentação e todos os seus parentes.
Chorei com filmes, velhinhos de mão dada, discussões por nada, porque encolhi roupa, porque um filho falou mal comigo. Chorei com as coisas boas, as más e as que ainda estou para perceber o que eram. Chorei com o peso, com a pele, com as pernas pesadas. No hospital, em casa, na rua. Chorei de alegria e de confusão. De medos.
Venha o diabo e escolha. Chorei e ri com tudo. Fervi em pouca água, andei de pavio curto, depois fui aos céus, fiquei por lá um bocadinho, pés na terra, cabeça no ar, tolerância zero, felicidade desmedida, irritabilidade, e um iô-iô de coisas esquisitas boas e más que fui recebendo a maior parte do tempo com um sentimento de gratidão enorme e de absoluta injustiça.
Passei os últimos sete anos a brincar com a minha sanidade mental. A lidar com a incerteza de que tudo está bem dentro da barriga, com a mudança do corpo, com a expectativa dos partos, com o caos do pós parto. A lidar com a incerteza da amamentação e com o choque do novo corpo. Três vezes.
A nossa escolha, a de ter três filhos seguidos, hormonalmente recaiu toda em mim. Claro.
E uma mulher não deveria ter que lidar tanto com as hormonas. Bastava uma vez para a humanidade perceber que isto foi um erro, isto de dar às mulheres esta arma que ela não controla e que se apodera dela (e dos que estão à sua volta) da cabeça aos pés, é um perigo.
Ou então não.
É mesmo assim que deve ser. Postas à prova, um bocadinho castigadas, completamente abençoadas. E resistentes, acima de tudo resistentes.
Não há nada que derrube a força de uma mulher, nem mesmo as hormonas.

6/07/2017

1 ano depois

Um ano separa estas duas fotografias. Já só me queixava. Só cabia em leggins. Tinha azia. Dormia sentada o que mal dormia. Ia umas 10 vezes à casa de banho durante a noite. Tinha calor e já não queria ir à praia. Foi a gravidez mais exigente com um "bebé" de 2 anos e meio a querer colo e a mãe e a gravidez que passou mais depressa porque não há muito tempo para pensar. Tive um descolamento de placenta às 10 semanas e tive que estar 10 dias de repouso que me/nos pareceu um mês. Tive uma dor na perna que me levou ao Hospital e não era nada e um dia de dores de cabeça muito fortes.
Umas semanas depois desta fotografia tudo isto passou. Com a Luísa vieram outras mazelas mas quero lá saber. Um filho excede mesmo as expectativas e faz-nos apreciar a vida. Todos os dias. Obrigada aos meus.