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Apresentados

Episódio 1 - O espelho

Tinha à volta de 40 anos quando se começou a aperceber da vida. Ao mesmo tempo que parecia cedo, também lhe parecia tarde.Até lá, corria tudo com mais ou menos problemas, mais ou menos histórias para contar. Todas essas pequenas histórias se juntaram naquele dia para lhe mostrar a pessoa em que se tornou. Não era mal nem bem. Era aquilo.Cada bocadinho de história ia dar ali. A um corpo. Custava estar de frente para si mesma e pousar em cada assunto de si. Tinha de ser. Era hora. Aquele momento parecia-lhe uma corrida de carros, cada instante a passar mesmo ali à sua frente.O nascimento, a sua infância, a morte dos avós, separações, mudanças, casamento, filhos, trabalho… Um atrás do outro a juntar-se em monte numa só pessoa.Parecia-lhe muito. Não demais, mas muito.Percebeu também que cada memória tinha um peso e era perfeitamente capaz de as dividir. As leves acabavam por ser as que ocupavam um espaço mais importante, as gargalhadas, os passeios na praia, as coisas que não se compartim…

Logo hoje que não tenho provas! #Treino 10

O dia hoje foi comprido. O treino com a SportsLab foi adiado para a tarde e às 17:00 estava completamente exausta!

A minha filha - que deve estar com uma virose qualquer estranha - tem tido febre mas só à noite, e por isso não vai à escola, mas está óptima graças a Deus.
Ele está bom demais.

Dei por mim a correr a casa a amparar as asneiras dos dois que parecem cada vez mais parceiros no crime.

Deixei-os na sesta - achei eu - e fui para um treino completamente diferente.

Fui correr. Eu e o aparelhómetro (relógio cardiofrequencímetro que mede a minha frequência cardíaca e que permite ver o meu nível de esforço e de recuperação).

Corri o suficiente para se ter a noção destes valores, para me cansar e para mostrar como corro. Há todo um boato na minha família de que eu não sei correr. Lembro-me que o meu pai me dizia que corria aos saltinhos.


Mas lá corri, pela primeira vez com uns ténis bons, e apesar de ter sido curto, talvez uns 2,5km, adorei. Tirando a parte em que comi um mosquito. Não respiro pelo nariz por isso o resto imagina-se facilmente.

Depois da corrida a segunda parte do treino com o TRX, pranchas de antebraços e pranchas laterais. Tudo coisa pouca.

Percebi que estar a dedicar-me aquele tempo é já fundamental para mim e que é um enorme escape mental.

Cheguei a casa e os mimados dos meus filhos choravam. Ela porque queria ter ido comigo à ginástica - se não tivesse febre teria ido, ele porque é um menino da mamã que não dormiu nem um segundo de sesta e achou que eu tinha ido viver para a China tal foi a festa que me fez, em choro, abraçava-me e até me batia. E ele é bruto.
Assim que cheguei foi tudo para o banho, jantar e a rotina do costume. Acredito que aquela pausa de uma hora tornaram as horas seguintes muito mais tranquilas e divertidas para todos.

(Este relato do treino é um bocadinho diferente porque não tenho provas. Como fui correr o telefone ficou em casa. O que é uma pena porque adorava ter registos para mostrar à família - que por favor, acreditem em mim, corri mesmo).



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