O que se passou foi isto

Estive 18 dias sozinha com os meus filhos e o cão.
Sei que há mulheres - as minhas novas heroínas para a vida - que vivem assim.
A logística a mim, é o que menos me atrapalha, estou habituada a fazer praticamente tudo.
O que me atrapalha é tudo o resto. 
18 dias para nós é muito tempo.  Não funcionamos bem separados e tirar uma peça do nosso puzzle faz cair tudo.
Primeiro, os dois com tosse alérgica daquela que não deixa (ninguém) dormir e que não se percebe de onde vem nem porquê.  Depois só ela, com sapinhos. Depois eu, doente como não estava há muito tempo. Garganta,  gripe, olhos congestionados, dores no corpo,  tive tudo. De tal maneira que tive que me mudar para casa da minha mãe por uns dias (não sei se fui eu mas a minha mãe eventualmente ficou também doente). 
Quando eu recuperei, ele teve sapinhos e febre e noites (muito) mal dormidas. 
Depois ela teve piolhos.  Não é doença mas é chato como tudo e nojento para mim que sou uma nojentinha com este tipo de coisas e estar de pente à procura de bichos que eu não quero ver é uma tortura que só mesmo pela minha querida filha.
Nestes 18 dias ele começou a andar como deve ser, levanta-se sozinho. Ela participou na festa da escola e encheu-nos de orgulho, começou a colónia de férias e conseguiu dar balanço no baloiço para os mais crescidos pela primeira vez.
Isto é o que custa mais. Viver estas coisas sozinha ou partilhar ao longe.
No meu dia a dia é normal ser eu a dar banho, vestir os pijamas e deitar mas não é normal que depois de tudo isto a casa fique em silêncio e eu fique a olhar para as paredes ou a inventar coisas para fazer até me ir deitar.
Isso mexeu um bocadinho (muito) comigo. E como não tinha nada para fazer, comi.
Os motivos que me fazem comer são normalmente deste género,  emocionais.
Não ataquei o frigorífico mas pura e simplesmente não quis saber.
Não fiz exercício na semana que passou porque nem olhos tinha, nem força nem vontade e a verdade é que aproveitei as horas de sesta para descansar,  recuperar e organizar a cabeça que estava completamente do avesso.
Depois Julho começou e eu pus as mãos à cabeça quando num chat de amigas trocámos fotografias nossas  quando éramos novas, quando casámos,  na lua de mel.  Não gostei de me sentir desinteressada por mim e bati o pé.
Mesmo que me venha a perder outra vez - nunca serei exemplar - agora estou de volta ao que deve ser uma boa alimentação,  bons pequenos almoços, boas rotinas e um treino já marcado com os melhores do mundo para amanhã.
A verdade é que não gosto nem lido bem com saudades, sejam temporárias,  sejam aquelas que duram para sempre.
Gosto dos meus perto de mim. Sempre.

Quase a fazer 4 anos,
indecisa na festa da Frozen, Ariel ou princesas no geral.
Ele, só quer estar de pé e está numa fase que tem tanto de deliciosa
como de absolutamente cansativa.
É um furacão loiro.
Levar uma manta e fazer um piquenique fingido resulta sempre.
Esta é daqui e foi um presente da minha mãe
enquanto lá estive a espalhar vírus.
(Desculpe mãe!)
Acho que estive umas 8 noites sem dormir mais de 3 horas seguidas.
Entre o forno da nossa casa, doenças e afins
a coisa mais acertada que podemos fazer
é pedir e aceitar ajuda. 
Adoro esta pastelaria na Rua Nova da Piedade.
Para além de linda e de ter dos bolos e cupcakes mais bonitos que já vi
(ainda bem que não adoro doces)
 tem pequenos almoços saudáveis
como granola e sumos detox. 
Se aprendi alguma coisa nestes dias - apesar de não ser a primeira vez
que fico sozinha com eles - é simplificar. Tratar de tudo na noite anterior
e vestir coisas simples são meio caminho andado para ganhar tempo.
Fomos a praticamente todos os jardins
que fazem parte do nosso itinerário habitual.
Da Estrela, do Príncipe Real, da Praça das Flores,
de Miraflores, Quinta de Santo António....
A festa da escola,
onde me comovi por ver a ver crescer cheia de confiança.

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