11/05/2015

O porquê de estar "mais longe" e o meu primeiro lifting

Uma coisa de cada vez.
Primeiro a boa razão, como deve ser.
Quando comecei este blog, a convite dos meus queridos amigos da Fhit Unit, a minha (e a deles) ideia era mostrar como é possível ser-se uma pessoa com uma vida normal e abraçar o desporto e o exercício e viver de forma saudável. Mudar a vida sem mudar de vida tornou-se o nosso mantra e é essa a grande essência deste blog.
Apesar de andar mais parada (brevemente vou voltar aos treinos) este blog relata os meus treinos, duas vezes por semana, o que faço para além desses treinos para me superar, a forma como me alimento e me tento controlar (sou muito desorganizada mentalmente) e a minha evolução física.
Pouco depois de começar o blog senti necessidade de falar sobre coisas mais pessoais pois só assim faria sentido mostrar que apesar da vida que tenho, que é absolutamente normal, é possível fazer exercício.
Os meus filhos, a minha casa, a minha experiência como mãe, todos os meus dramas existenciais, as minhas alegrias e todas as minhas guerras interiores para ser a melhor mãe que posso mas também mostrar que a melhor mãe que sou, não é nem de perto nem de longe uma mãe exemplar.
O meu dia a dia é simples mas caótico, é calmo mas confuso, é tranquilo mas stressante e a minha vida não tem nada de especial a não ser o facto de ser absoluta e exactamente igual à da maioria das mulheres mães à minha volta. Com as suas particularidades, claro.
O blog foi crescendo no seu universo pequenino exactamente porque a minha vida tem migalhas por todo o lado e não porque é uma toalha branca e imaculada. Porque há almofadas no chão, miúdos sujos e que às vezes quero limpos, berros, desesperos e muitas vezes, tudo ao mesmo tempo e a fugir das mãos.
Foi por haver tantas mães que vivem a dizer e a viver o mesmo que eu, que a editora Zero a Oito me convidou para escrever um livro baseado no blog A mãe já vai.
É claro que não posso abrir a cortina toda mas este é o motivo por que tenho escrito menos aqui. Acreditaram que seria capaz de dentro de poucos meses lançar um livro e a minha capacidade criativa está completamente dedicada às páginas do futuro livro.
Tenho estado menos presente no blog para não desiludir ninguém, ter conteúdos novos e surpresas claro.
Garanto-vos que estou rodeada pelos melhores.
O meu primeiro lifting é outro assunto.
Há 3 meses, tirei dois sinais que foram para biopsia com o resultado de Basalioma - demorei muito tempo a encontrar uma página que não tivesse imagens horríveis mas encontrei uma e fidedigna que podem ver aqui. Resumidamente é o tipo de cancro de pele mais comum em pessoas de pele clara mas que costuma aparecer depois dos 40 anos. A minha pele - apesar dos cuidados que tenho tido nos últimos 10 anos - é geneticamente predisposta a este tipo de problema. O bom deste tipo de cancro de pele é que apesar de ser muito agressivo se não detectado - não vale a pena entrar em pormenores, quando detectado é facilmente removido com cirurgia e não apresenta metástases. Portanto hoje, retirei o que resta de mau deste sinal e por ser na têmpora fiquei um bocadinho mais nova do lado esquerdo da cara ou talvez mais velha do direito. Ainda não decidi.
Tenho esperança que quando retirar os pontos e a pele relaxar que volte ao normal e mal se note. Mas a verdade é que se foi. E isso é só e apenas o que importa.
Mais uma vez, sem me cansar de dizer, e talvez seja essa uma das grandes missões da minha vida, aconselho toda a gente a visitar um dermatologista pelo menos uma vez por ano.
No meu caso, é o que me salva a vida.

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