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Apresentados

episódio 2 - no corredor

Atravessou o corredor a medo. Era isso ou acordar novamente a irmã. O corredor era tão escuro que lhe parecia impossível a uma criança. As tábuas faziam-se notar a cada passo e ela preferia atravessá-lo em pressa do que se demorar por ali. Deviam ser uns 4 metros que lhe pareciam 12. Respirava fundo e ia de olhos fechados como se isso a protegesse do medo. O medo era de nada. Só do escuro, do desconhecido, do caminho, de não saber o que estava do outro lado.  Mesmo já tendo passado ali com a luz do sol. Quando chegava era bom e era mau porque era obrigatório voltar. Já sabia que nada se passava e que era só um caminho e mesmo assim voava para chegar o mais depressa possível. No dia a seguir era igual. Todos os dias.O mesmo corredor escuro. Todos os dias a luz da manhã a fazer esquecer a noite. As manhãs serviam para lhe descansar a alma e se rir de si mesma. Tinha a certeza que à noite não haveria medos porque estava tudo ali, tudo o que era para existir, tudo o que fazia realmente parte daq…

Enxoval da Luísa #2

Se parar para pensar não sei se sou uma mãe/mulher tradicional ou mais moderna.
Nunca vesti os meus filhos com muitos laços nem golas, não por não gostar mas por achar que tem pouco a ver comigo e menos ainda com eles. Quando a Leonor nasceu vesti cueiros nos primeiros dias, ainda no hospital e depois, estava tanto calor que ela, recém nascida, andava só de bodie. A minha mãe não achava muita graça e às vezes insistia (não muito) para lhe pôr um vestidinho. Hoje, ela só quer vestidos e se lhe desse uma gola pelo umbigo ia amar-me eternamente.
Há coisas que faço questão de ter quando preparo o enxoval dos meus filhos.
Lencóis queridos para a alcofa e para as camas, pelo menos enquanto são bebés. Depois podem vir as fadas e as princesas e os pandas e os carros que não me importo, mas enquanto são pequeninos adoro vê-los deitados em lençóis queridos e camas bem-feitinhas. 
Vivi com a minha bisavó - que não era nada tradicional mas que tinha uma casa cheia de bordados e rendas e vivi também com a minha avó materna que é a rainha do tradicional. Tenho babetes de crochet, mantas com fitas de cetim e muitas coisas feitas por ela que guardo (e uso) com todo o amor.
Com a minha avó dei os primeiros toques na costura e com a minha mãe, no tricot e por isso, tenho um carinho especial por tudo o que me leve para esse lado da minha infância.
Talvez tenha sido por isso que me apaixonei por estes lençóis e fronha para a cama de grades da Luísa da Wise Home, uma loja do norte com venda através do Facebook, de turcos, lençóis, bordados, capas de edredon, toalhas de mesa, enfim, tudo o que é preciso para compor uma casa, com qualidade made in Portugal, que também é coisa que me agrada.
A coisa boa é que é a um preço acessível e chega a nossa casa em 3/4 dias.
Para verem os lençóis directamente na página da Wise Home, é aqui.
As botinhas, foram feitas por mim (como se pode imaginar) e fiz em amarelo e cor de rosa, que depois mostro.



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