27 semanas, um dia. Olá terceiro trimestre.

Foi há um mês que fiz o último update e tirei a última fotografia da minha barriga.
A verdade é que no meio dos dias que passam a correr às vezes não há tempo para uma mini paragem e uma mini produção absolutamente caseira.
Depois, também é verdade que começa a ser difícil encontrar frutas e legumes do tamanho certo. A Luísa tem agora cerca de 35 cm, o que é mais do que esta couve flor mas não pode haver desperdícios em prol de uma fotografia...
Pesa cerca de 800 gramas, segundo as
médias e continua a mexer-se de manhã à noite. Quer eu esteja parada, quer a andar. É um virote e uma felicidade.
Esta semana fiz as análises da glicemia no hospital onde sou seguida. Ainda não tinha dito aqui, porque não há grande necessidade, mas tanto a Leonor como o Zé Maria nasceram no hospital da Luz e é onde vai nascer a Luísa, caso tudo corra como esperado.
Quando engravidei da Leonor, um ginecologista, amigo da família deu-me dois nomes de duas médicas (as duas chamadas Cláudia, por acaso). Escolhi quase ao calhas - apesar de ser a mesma médica da minha cunhada e foi a melhor decisão que tomei. Na altura sabia tanto de obstetras como de matemática aplicada, por isso tive muita sorte.
Os partos correram sempre bem e nunca tive razões de queixa embora tenha sentido no segundo filho que me deram muito menos importância do que no primeiro, mas sinceramente não só não precisei - tive uma recuperação muito melhor - como até me soube bem.
Voltando à Luísa e à gravidez. Estou a sentir-me muito bem fisicamente, peso à parte. E acho que nunca me senti tão bem como agora. Canso-me mais facilmente, respiro um bocadinho pior e já me custa virar na cama, são basicamente as minhas queixas.
Não tenho azia, nem pernas inchadas, nem dores nas costas. Isso há de vir, se Deus quiser mais lá para o fim.
Cada vez estou mais apaixonada por ela e com vontade de a conhecer e ela a mim, a nós.
A casa continua em fase de projecto e o mais certo é que às 35 semanas esteja a empurrar móveis. Eu faço o ninho interior, preparo a minha cabeça para mais um filho, faço planos e chego a conclusões. Coisas simples mas que contam. A festa de fim de ano da Leonor calha 3 dias depois da data prevista. Por isso, ou a Luísa nasce uns dias antes ou não poderei ir. Pequeninas coisas que não faz mal ir tendo em conta para não nos cair ao colo no momento.
A minha relação com o corpo de grávida continua a ser de amor ódio. Nunca escondi. Adoro ver a barriga a crescer e saber que cresce porque tenho uma filha. A quem estou a dar o que posso para que seja saudável, nasça no tempo, esteja segura. Não adoro sentir mais fome - esta gravidez é muito parecida com a primeira - tenho fome; não adoro ver o corpo a alargar, maminhas esquisitas e cara inchada. Nada disto importa claro quando estamos a gerar um filho mas é um sentimento, que apesar de não ser constante, me impede de às vezes ser mais livre e mais desprendida. Não o consigo evitar. Mas estou feliz, muito muito feliz com a expectativa de mais um bebé, de mais um filho. Como vai ser, parecida com quem, vai ser chorona ou calminha, vai dormir bem, mamar bem, como é que os irmãos vão ser com ela, principalmente o Zé Maria, como vai reagir?
Quando engravidei do Zé Maria tinha medo do amor. Se seria igual, suficiente. Esse sentimento agora está tão longe que consigo aproveitar melhor e com certeza de que vai ser absolutamente amada, sem reservas nem medos, que os irmãos podem ter ciúmes e que vão ter ciúmes mas que é tão bom vê-los crescer em alegria, com a sorte de se terem uns aos outros e de poderem partilhar o quarto, as brigas, os abraços, as brincadeiras. E isso é a melhor das perspectivas.

Comments

  1. Estou contigo nessa relação amor/ódio ao corpo de grávida (em tudo desde a fome à cara inchada (já?!?)), mas no fim do dia, ganha sempre o amor :)
    Ainda nos vamos cruzar no hospital ;)

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