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Apresentados

episódio 2 - no corredor

Atravessou o corredor a medo. Era isso ou acordar novamente a irmã. O corredor era tão escuro que lhe parecia impossível a uma criança. As tábuas faziam-se notar a cada passo e ela preferia atravessá-lo em pressa do que se demorar por ali. Deviam ser uns 4 metros que lhe pareciam 12. Respirava fundo e ia de olhos fechados como se isso a protegesse do medo. O medo era de nada. Só do escuro, do desconhecido, do caminho, de não saber o que estava do outro lado.  Mesmo já tendo passado ali com a luz do sol. Quando chegava era bom e era mau porque era obrigatório voltar. Já sabia que nada se passava e que era só um caminho e mesmo assim voava para chegar o mais depressa possível. No dia a seguir era igual. Todos os dias.O mesmo corredor escuro. Todos os dias a luz da manhã a fazer esquecer a noite. As manhãs serviam para lhe descansar a alma e se rir de si mesma. Tinha a certeza que à noite não haveria medos porque estava tudo ali, tudo o que era para existir, tudo o que fazia realmente par

Regresso às aulas

Sofro com o regresso às aulas.
Não gosto de os obrigar a acordar nem das rotinas a que a escola obriga. Chegar cedo depois do trânsito, tentar ignorar os carros e as buzinas logo pela manhã  (parem com isso!), os primeiros adeus inseguros,  as amigas que mudaram de escola,  as inseguranças.
Quando começa a escola sinto um recomeço. Adeus ao Verão e vamos a isto!
E o que eles crescem no verão?
Os sapatos que comprei antes do Verão estão a deixar de servir e vai ser preciso reabastecer. Costumamos investir em dois ou três pares para cada. Umas botas para a chuva, uns para a ginástica, uns para o dia a dia.
A Leonor queixa-se que tem poucos sapatos.  Eu digo-lhe a rir que então pare de crescer.

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