10/12/2017

O melhor método de ensino

Waldorf, Montessori, Movimento Escola Moderna, Reggio Emília, Freinet, Forest Schools, Highscope, Convencional e muitos(?) mais. Escolas Públicas, semi públicas, privadas, internatos.
Estamos rodeados de alternativas. E ainda bem. Às vezes queríamos que a escola tivesse mais disto ou daquilo. Que desse mais importância à natureza, à alimentação, às artes, à música, à autonomia, à independência, à terra. É raro estarmos completamente satisfeitos com a escola que escolhemos para os nossos filhos. Até porque, quando há mais do que um filho, eles são diferentes e idealmente cada um estaria numa especifica à sua personalidade. A realidade não é assim e muitas vezes, a maioria das crianças adapta-se (bem) ao que os pais escolhem para elas. E ainda bem.
Há muitas discussões acerca dos melhores métodos. E dos piores também. Há escolas que mal olham para a cara dos miúdos, há métodos obsoletos, há almoços que nem na tropa, há recreios desordenados e caóticos e sem controlo, há salas sem condições, há ausência de professores, há de tudo. 
Depois há escolas - e acima de tudo professores - que conseguem furar o sistema, quebrar a linha, arriscar e coisas maravilhosas acontecem. Professores exemplares, escolas que ousam fazer diferente. Fazer melhor. 
De todas as escolas do mundo escolhemos aquelas que podemos pagar, que são perto de casa, que idealmente agreguem vários ciclos para que possamos ir levar e buscar os filhos todos ao mesmo lugar.
Interessa-me saber que os meus filhos aprendem de uma forma descontraída, experimentando, indo para a rua, interessa-me que tenham boas notas ou médias notas não porque quero que sejam médicos mas porque é mais fácil sobreviver à escola assim, sem essa pressão. Interessa-me que exista tempo para brincar e que brincar seja livre, não condicionado, não orientado. Interessa-me que observem os meus filhos e que procurem neles tranquilidade e alegria e também preocupação.
Interessa-me que se caírem, se tiverem medo, se estiverem desorientados, que peguem na mão deles, que os sentem no colo, que os abracem. Independentemente da sua idade. 
Interessa-me que os recebam com um sorriso e que sejam educados com eles dando assim o exemplo do que lhes é esperado.
Interessa-me muito que exista, na escola dos meus filhos um lado emocional e social. Que falem com ternura, que acarinhem, que se interessem. Que lhes dêem um beijo se estiverem tristes e um abraço se precisarem ou mesmo que não precisem. Interessa-me acima de tudo que haja amor. Muito. E esse é o meu maior requisito.

Nota: adorava saber se a escola dos vossos filhos é a que idealmente escolhiam para eles e que tipo de escola consideram mais perto do vosso ideal. Não é preciso dizer nomes. :) 

3 comments:

  1. Ontem escrevi sobre a escola do meu filhote e escrevia que é, pelo menos até agora, a escola do nosso coração. Tem muito colo, muito carinho e, por acaso, segue um pouco Reggio Emilia e Montessori nos mais pequenos. Acima de tudo, e o que mais me tranquiliza, é ser uma escola de porta aberta para os pais e em que podemos entrar e falar (desde a educadora à diretora) sem marcar e sem problema. Estou serena todos os dias que deixo o meu filhote na escolinha :)

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  2. Velaverde nunca foi um movimento educativo! Era uma escola aberta por uma cooperativa de pais que teve tanto sucesso que mal abriu fechou!..

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