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Apresentados

episódio 2 - no corredor

Atravessou o corredor a medo. Era isso ou acordar novamente a irmã. O corredor era tão escuro que lhe parecia impossível a uma criança. As tábuas faziam-se notar a cada passo e ela preferia atravessá-lo em pressa do que se demorar por ali. Deviam ser uns 4 metros que lhe pareciam 12. Respirava fundo e ia de olhos fechados como se isso a protegesse do medo. O medo era de nada. Só do escuro, do desconhecido, do caminho, de não saber o que estava do outro lado.  Mesmo já tendo passado ali com a luz do sol. Quando chegava era bom e era mau porque era obrigatório voltar. Já sabia que nada se passava e que era só um caminho e mesmo assim voava para chegar o mais depressa possível. No dia a seguir era igual. Todos os dias.O mesmo corredor escuro. Todos os dias a luz da manhã a fazer esquecer a noite. As manhãs serviam para lhe descansar a alma e se rir de si mesma. Tinha a certeza que à noite não haveria medos porque estava tudo ali, tudo o que era para existir, tudo o que fazia realmente par

Contem até três.

Fechem os olhos.
Contem até três.
Respirem.
A mãe está aqui.
Quando a lua vier o frio chegar a febre subir.
A mãe está aqui.
Vai levantar o vento um dia.
Vai às vezes ser duvidosa a magia.
Vai ser difícil sorrir.
O chão vai tremer E tudo vai acontecer.
Mas a mãe está aqui.
Fechem os olhos. Contem até três.
Mesmo que eu não vos faça sentido um dia
 E que não me queiram a mim,
Respirem.
Descansem
Vão e voltem...
A mãe abraça-vos até se rirem.
A mãe está sempre aqui.

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