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Apresentados

episódio 2 - no corredor

Atravessou o corredor a medo. Era isso ou acordar novamente a irmã. O corredor era tão escuro que lhe parecia impossível a uma criança. As tábuas faziam-se notar a cada passo e ela preferia atravessá-lo em pressa do que se demorar por ali. Deviam ser uns 4 metros que lhe pareciam 12. Respirava fundo e ia de olhos fechados como se isso a protegesse do medo. O medo era de nada. Só do escuro, do desconhecido, do caminho, de não saber o que estava do outro lado.  Mesmo já tendo passado ali com a luz do sol. Quando chegava era bom e era mau porque era obrigatório voltar. Já sabia que nada se passava e que era só um caminho e mesmo assim voava para chegar o mais depressa possível. No dia a seguir era igual. Todos os dias.O mesmo corredor escuro. Todos os dias a luz da manhã a fazer esquecer a noite. As manhãs serviam para lhe descansar a alma e se rir de si mesma. Tinha a certeza que à noite não haveria medos porque estava tudo ali, tudo o que era para existir, tudo o que fazia realmente par

Tratam-me como uma criança.

Não sei como é a vossa relação com o dentista mas a minha sempre foi dolorosa.
Acho que sou uma pessoa bem resistente à dor mas no dentista o caso mudava de figura.
Cresci a ter medo e deixei avançar tudo, incluindo a minha grande vontade de usar aparelho.
Há mais ou menos 3 anos voltei a tratar dos dentes e uma amiga minha de infância, a minha melhor amiga do colégio, mandou-me uma mensagem a aconselhar um dentista em Lisboa, em quem confiava por todos os motivos e mais alguns. Comecei os meus tratamentos e quando a Luísa nasceu e por estar comigo em casa tornou-se difícil conjugar tudo, e adiei. Outra vez.
Há uns tempos voltei a contactar a Bright Clinic para retomar tudo e em última análise, ganhar coragem para usar aparelho.
Voltar a tratar dos dentes deixa-me sempre um bocadinho nervosa basicamente porque tenho memória da dor, mas as coisas mudaram muito, já não é suposto aguentar a dor, é suposto evitá-la a todo o custo.
Vou preparar a minha boca para poder receber um aparelho e sei que há quem ache que os dentes me dão personalidade e eu própria me apoiei nisso e nesse recado que a minha bisavó me deixou, mas a verdade é que nunca me senti à vontade com os meus dentes e o meu sorriso.
Estou contente por ter retomado o processo com a Bright Clinic - com as pessoas da Bright Clinic acima de tudo - e ter escolhido não deixar passar mais tempo. Tenho conversado e aprendido muito sobre as crianças e o dentista. Para a semana regresso por isso se tiverem alguma dúvida podem deixar mensagem que pergunto à Dr. Filipa Coimbra. As vossas experiências com o uso de aparelho também são bem vindas.

Instagram da Bright Clinic aqui

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