3 noites em Dublin sem filhos

Passou uma semana desde que regressei de viagem e como prometido aqui fica o resumo das três noites que passámos em Dublin.
Para começar é importante dizer que fomos sem filhos. Quatro amigas, duas de Lisboa, uma de Lion e outra da Holanda.

A viagem:
Comprámos os bilhetes em Março, na Ryanair por 68€. Na realidade tenham atenção a esta companhia. Caso escolham viajar com eles assim que fizerem o check in há a possibilidade de fazer um upgrade  de entrada prioritária com direito a uma mala decente. O bilhete normal dá direito a uma malinha que tem que caber por baixo do banco. Está perfeito para quem é minimalista e não quer trazer qualquer espécie de souvenir. Por causa da brincadeira paguei 40€ extra e à vinda mais 11€ porque a minha mala veio com mais 1 quilo de 3 imans para o frigorífico, umas sandálias e um livrinho. Por isso caso  encontrem  alguma coisa noutra companhia por menos do que isto ou igual mas com tudo incluído garanto que compensa. Para quem tem medo de andar de avião esta logística toda das malas enervou-me um bocado.

Adiante. A viagem demora duas horas e pouco.

Onde dormimos:
Alugamos um Airbnb através do Booking - The Key Collection Temple Bar no Centro de Dublin em Temple Bar.
Para 3 noites pagámos 177€ cada uma. Um apartamento com dois quartos, sala com mesa de jantar (4), cozinha perfeitamente funcional e cada de banho. O apartamento era em Temple Bar, ou seja mesmo no Centro e este deverá ser o vosso ponto preferencial para dormir, idealmente não muito em cima dos pubs mais concorridos.

Do aeroporto até ao destino são cerca de 25 minutos. O nosso autocarro foi o 700 e apanha - se mesmo à saída. Custou 7€. Em Dublin não compensa apanhar Uber porque a companhia principal é a MyTaxi. Instalem a aplicação caso seja a vossa opção de transporte. Mas para terem uma ideia para o centro ficava a cerca de 25€. Como éramos só duas não compensava, se forem mais talvez compense.

Faz-se tudo a pé porque a cidade é bem pequena, se forem neste registo sem filhos não precisam de mais nada. Se for preciso há autocarros para todo o lado ou eléctricos. Achei a cidade segura tanto de dia como de noite mas como em todos os lugares há sítios mais e menos seguros.

O que visitar:

A zona de Temple Bar é obrigatória. É lá que tudo acontece e onde se pode sentir um bocadinho da tradição da cidade. Pubs não faltam, nem cerveja, nem música ao vivo, nem pessoas na rua. Achei completamente seguro apesar da quantidade de alcool envolvida. A noite começar cedo, pelas 18h, altura em que se começam a servir jantares e acaba também cedo, pela 1h da manhã.






Visitamos praticamente todos os must see's da cidade. Os museus não são baratos por isso a nossa escolha foi para:
Christ Church Cathedral
Dublin Castle
Trinity College (14€o bilhete permite ver o The Long Room of the Old Library e o Book of Kells)
Oscar Wilde Memorial
Guiness Storehouse (18,5€)
Phoenix Park














O que comemos:
Fizemos uma vez pequeno almoço em casa, nos outros dias fora. Almoço e jantar sempre fora. Conseguem comer por 16€ até mais ou menos 28€, acho que foi o mais caro que pagámos. Os restaurantes são bons mas não óptimos. Não há uma comida típica aparte do fish and chips. Depois há de tudo, seafood, comida indiana, italiana e asiática. Também encontram muitas hamburgarias, algumas muito boas. 

Restaurantes:
The Seafood Cafe. Foi de todos o meu preferido. Moules e batatas fritas perfeitas. Os menus são diferentes à semana e ao fim de semana. E isso também significa que à semana é bem mais barato.

Neon, Asian Food. Adorei o conceito deste e depois percebi que era muito habitual. Faz-se o pedido ao balcão e paga-se logo. Depois pode pedir-se para levar ou comer logo ali. Foi o que fizemos, em mesas corridas e um ambiente leve.

777: estávamos com as expectativas altas e desiludiu um pouco. Para quem come carne vale a pena porque a comida era óptima mas a música alta demais. Não dá para conversar. E achei bastanto caro para o que comi.

Queen of Tarts. Obrigatório ir aqui tomar o pequeno almoço ou lanchar. Mesmo em frente dos apartamentos em que ficámos. Abre às 09h e às 10h já estava completamente cheio e com fila à porta.
Dollar and Co. Uma espécie de mercearia café. Vimos muito deste género. Podem tomar o pequeno almoço ou levar comida para o caminho. Desde pão, fruta, chocolates, iogurtes.
Café só mesmo no Starbucks ou onde vejam que há máquina tipo Nespresso. Um café duplo (que não chega a estar cheio) custa 2,80€ e é muito mau...
Eles adoram Donuts e há lojas de Donuts por todo o lado. É obrigatório entrar pelo menos numa.














Adorei a cidade, chegámos sexta e saímos segunda e percebi que quem não quer ir para os copos pode perfeitamente ir à semana onde se sente mais a cidade como ela realmente é. Ao fim de semana enche-se de turistas e de copos e o ambiente é completamente diferente por isso dá para todos os gostos. Vimos muita gente a pedir, mas um pedir muito diferente do nosso, claramente não pediam para comer mas sim para beber. Miúdos novos e bem alimentados, com um livro ou até telemóvel, no chão a pedir para depois irem beber. Algumas partes da cidade são menos seguras mas é uma questão de ser ver na net, onde se encontram todo o tipo de informações acerca disso.

A ver os quilometros que já tínhamos andado




Vamos a contas: 
Avião (no meu caso mas conseguem por menos) 119€
Apartamento. 177€
Museus 32€
Alimentação (entre 150 a 200€) com copos incluídos, pequenos almoços, almoços e jantares. É claro que conseguem mais barato se fizerem as refeições em casa mas nós fomos em modo férias absolutas e não pensar em absolutamente nada.
A viagem ficou por isso à volta de 500€ por 4 dias. É bastante mas tendo em conta que tanto o apartamento como o avião foram pagos em meses diferentes o custo foi faseado o que ajuda a não sentir tanto enquanto lá estamos.

Foi muito importante para mim fazer esta viagem, ir com amigas pela primeira vez, estar longe de casa uns dias, passear e aproveitar para pôr a conversa em dia. Tive muitas saudades e no último dia já me apetecia voltar para casa mas foi tão bom que decidimos fazer disto uma tradição. Para o ano é Marrakech. Quem sabe não vamos ser velhinhas e reformadas e continuar a fazer estas viagens anuais, já com outra disponibilidade e outra folga, se tudo correr bem.

Espero que vos tenha inspirado a ir.
Um beijinho, Maria Ana


Comentários