} Avançar para o conteúdo principal

Apresentados

episódio 2 - no corredor

Atravessou o corredor a medo. Era isso ou acordar novamente a irmã. O corredor era tão escuro que lhe parecia impossível a uma criança. As tábuas faziam-se notar a cada passo e ela preferia atravessá-lo em pressa do que se demorar por ali. Deviam ser uns 4 metros que lhe pareciam 12. Respirava fundo e ia de olhos fechados como se isso a protegesse do medo. O medo era de nada. Só do escuro, do desconhecido, do caminho, de não saber o que estava do outro lado.  Mesmo já tendo passado ali com a luz do sol. Quando chegava era bom e era mau porque era obrigatório voltar. Já sabia que nada se passava e que era só um caminho e mesmo assim voava para chegar o mais depressa possível. No dia a seguir era igual. Todos os dias.O mesmo corredor escuro. Todos os dias a luz da manhã a fazer esquecer a noite. As manhãs serviam para lhe descansar a alma e se rir de si mesma. Tinha a certeza que à noite não haveria medos porque estava tudo ali, tudo o que era para existir, tudo o que fazia realmente par

Logo hoje que não tenho provas! #Treino 10

O dia hoje foi comprido. O treino com a SportsLab foi adiado para a tarde e às 17:00 estava completamente exausta!

A minha filha - que deve estar com uma virose qualquer estranha - tem tido febre mas só à noite, e por isso não vai à escola, mas está óptima graças a Deus.
Ele está bom demais.

Dei por mim a correr a casa a amparar as asneiras dos dois que parecem cada vez mais parceiros no crime.

Deixei-os na sesta - achei eu - e fui para um treino completamente diferente.

Fui correr. Eu e o aparelhómetro (relógio cardiofrequencímetro que mede a minha frequência cardíaca e que permite ver o meu nível de esforço e de recuperação).

Corri o suficiente para se ter a noção destes valores, para me cansar e para mostrar como corro. Há todo um boato na minha família de que eu não sei correr. Lembro-me que o meu pai me dizia que corria aos saltinhos.


Mas lá corri, pela primeira vez com uns ténis bons, e apesar de ter sido curto, talvez uns 2,5km, adorei. Tirando a parte em que comi um mosquito. Não respiro pelo nariz por isso o resto imagina-se facilmente.

Depois da corrida a segunda parte do treino com o TRX, pranchas de antebraços e pranchas laterais. Tudo coisa pouca.

Percebi que estar a dedicar-me aquele tempo é já fundamental para mim e que é um enorme escape mental.

Cheguei a casa e os mimados dos meus filhos choravam. Ela porque queria ter ido comigo à ginástica - se não tivesse febre teria ido, ele porque é um menino da mamã que não dormiu nem um segundo de sesta e achou que eu tinha ido viver para a China tal foi a festa que me fez, em choro, abraçava-me e até me batia. E ele é bruto.
Assim que cheguei foi tudo para o banho, jantar e a rotina do costume. Acredito que aquela pausa de uma hora tornaram as horas seguintes muito mais tranquilas e divertidas para todos.

(Este relato do treino é um bocadinho diferente porque não tenho provas. Como fui correr o telefone ficou em casa. O que é uma pena porque adorava ter registos para mostrar à família - que por favor, acreditem em mim, corri mesmo).



Comentários