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Apresentados

episódio 2 - no corredor

Atravessou o corredor a medo. Era isso ou acordar novamente a irmã. O corredor era tão escuro que lhe parecia impossível a uma criança. As tábuas faziam-se notar a cada passo e ela preferia atravessá-lo em pressa do que se demorar por ali. Deviam ser uns 4 metros que lhe pareciam 12. Respirava fundo e ia de olhos fechados como se isso a protegesse do medo. O medo era de nada. Só do escuro, do desconhecido, do caminho, de não saber o que estava do outro lado.  Mesmo já tendo passado ali com a luz do sol. Quando chegava era bom e era mau porque era obrigatório voltar. Já sabia que nada se passava e que era só um caminho e mesmo assim voava para chegar o mais depressa possível. No dia a seguir era igual. Todos os dias.O mesmo corredor escuro. Todos os dias a luz da manhã a fazer esquecer a noite. As manhãs serviam para lhe descansar a alma e se rir de si mesma. Tinha a certeza que à noite não haveria medos porque estava tudo ali, tudo o que era para existir, tudo o que fazia realmente par

Fora de horas

Para contar esta história.
Quando fui para o hospital, exactamente às 40 semanas, levei a mala, uma fotografia do meu marido com a minha filha, e uma tarefa. Fazer uma filmagem para o projecto do Tiago Bettencourt para o qual queria muito contribuir.
Gosto muito do Tiago como pessoa, poeta e músico e as letras dele são do melhor que a língua portuguesa tem visto.
O videoclipe foi feito com vídeos enviados pelos portugueses e nós estamos lá. Eu, e o meu filho com apenas duas horas de vida, ainda no recobro contra as jogatanas no país.
É uma música que não consigo ouvir sem me comover.
Aquilo que eu não fiz do álbum Do princípio. Nós, estamos mesmo no fim.
Até amanhã.


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