} Avançar para o conteúdo principal

Apresentados

episódio 2 - no corredor

Atravessou o corredor a medo. Era isso ou acordar novamente a irmã. O corredor era tão escuro que lhe parecia impossível a uma criança. As tábuas faziam-se notar a cada passo e ela preferia atravessá-lo em pressa do que se demorar por ali. Deviam ser uns 4 metros que lhe pareciam 12. Respirava fundo e ia de olhos fechados como se isso a protegesse do medo. O medo era de nada. Só do escuro, do desconhecido, do caminho, de não saber o que estava do outro lado.  Mesmo já tendo passado ali com a luz do sol. Quando chegava era bom e era mau porque era obrigatório voltar. Já sabia que nada se passava e que era só um caminho e mesmo assim voava para chegar o mais depressa possível. No dia a seguir era igual. Todos os dias.O mesmo corredor escuro. Todos os dias a luz da manhã a fazer esquecer a noite. As manhãs serviam para lhe descansar a alma e se rir de si mesma. Tinha a certeza que à noite não haveria medos porque estava tudo ali, tudo o que era para existir, tudo o que fazia realmente par

Setembro, vem devagar.

Estar com os meus filhos em casa até entrarem na escola - ela foi com 1 ano e 1 mês,  ele vai com 1 ano e meio é absolutamente maravilhoso.  Com ela não senti este cansaço,  talvez porque aproveitasse mais os tempos mortos para descansar ou talvez porque ela não tenha nada a ver com ele que não pára um único segundo.
Apesar de tudo isso, sei o privilégio que é poder ficar cansada por este motivo.  E só de pensar em Setembro, aperta-me o coração.
Que demore a chegar, porque depois,  não sei bem o que vou fazer o dia todo sem ti,  miúdo.  

Comentários