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Apresentados

episódio 2 - no corredor

Atravessou o corredor a medo. Era isso ou acordar novamente a irmã. O corredor era tão escuro que lhe parecia impossível a uma criança. As tábuas faziam-se notar a cada passo e ela preferia atravessá-lo em pressa do que se demorar por ali. Deviam ser uns 4 metros que lhe pareciam 12. Respirava fundo e ia de olhos fechados como se isso a protegesse do medo. O medo era de nada. Só do escuro, do desconhecido, do caminho, de não saber o que estava do outro lado.  Mesmo já tendo passado ali com a luz do sol. Quando chegava era bom e era mau porque era obrigatório voltar. Já sabia que nada se passava e que era só um caminho e mesmo assim voava para chegar o mais depressa possível. No dia a seguir era igual. Todos os dias.O mesmo corredor escuro. Todos os dias a luz da manhã a fazer esquecer a noite. As manhãs serviam para lhe descansar a alma e se rir de si mesma. Tinha a certeza que à noite não haveria medos porque estava tudo ali, tudo o que era para existir, tudo o que fazia realmente par

Cada mãe. Cada casa. Cada bebé.

Ser mãe é um projecto que não tem fim.

Nunca acaba. Começa naquele segundo em que pegamos nos nossos bebés e segue o tempo que tiver a nossa vida.
Sabemos que vamos falhar, mas também acertamos muitas vezes, sempre que damos o nosso melhor.
E o nosso melhor tem que chegar.
Somos a geração “peso na consciência” e no entanto, de longe a geração mais consciente, mais atenta e mais preocupada com o presente e o futuro dos filhos,.
Preocupam-nos com o tempo que lhes damos, como os educamos e os corrigimos, os orientamos. Como eles nos vêem como pais e como homens e mulheres. Com o exemplo que lhes damos. 
Vivemos preocupados com o tempo de qualidade e em desacelerar e fazemos um esforço para que não sintam que temos pressa, quando temos verdadeira pressa, real, que não dá para contornar. Temos horas para ir trabalhar e consultas marcadas e um horário de entrada na escola.
Não gostamos que façam birras histéricas no meio da rua e que nos respondam mal e sejam mal educados e preocupamo-nos, embora queiramos resolver com um berro ou uma palmada no rabo, em contar até 10 antes de reagir, falar baixo, negociar. 
Preocupa-nos a escola deles, os amigos, se estão bem. Vamos às reuniões. Corrigimos os trabalhos de casa, queremos saber de tudo mesmo quando só nos apetece desligar.
Somos perfeitas? Não. Nem de perto nem de longe. Ninguém é. Mas isso na realidade importa pouco. 
Importa que damos o nosso melhor e importa aceitar a imperfeição da maternidade. Tal e qual como ela é.
É mais fácil quando olhamos à nossa volta e vemos que não estamos sozinhas. A nossa mãe, uma amiga. Uma marca. Baby Dove acredita exactamente nisto, que não há mães perfeitas, apenas mães reais. E isso ajuda. 


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