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Apresentados

episódio 2 - no corredor

Atravessou o corredor a medo. Era isso ou acordar novamente a irmã. O corredor era tão escuro que lhe parecia impossível a uma criança. As tábuas faziam-se notar a cada passo e ela preferia atravessá-lo em pressa do que se demorar por ali. Deviam ser uns 4 metros que lhe pareciam 12. Respirava fundo e ia de olhos fechados como se isso a protegesse do medo. O medo era de nada. Só do escuro, do desconhecido, do caminho, de não saber o que estava do outro lado.  Mesmo já tendo passado ali com a luz do sol. Quando chegava era bom e era mau porque era obrigatório voltar. Já sabia que nada se passava e que era só um caminho e mesmo assim voava para chegar o mais depressa possível. No dia a seguir era igual. Todos os dias.O mesmo corredor escuro. Todos os dias a luz da manhã a fazer esquecer a noite. As manhãs serviam para lhe descansar a alma e se rir de si mesma. Tinha a certeza que à noite não haveria medos porque estava tudo ali, tudo o que era para existir, tudo o que fazia realmente par

fomos e por lá ficámos

Acordámos no Sábado sem grandes ideias e o meu marido sugeriu irmos passar o dia a Évora. Era longe o suficiente para apanhar a hora da sesta e eles dormirem no caminho e perto o suficiente para não ser uma viagem. Pus uns sumos e uns amendoins no saco, fraldas, e um blush (se eu soubesse e ao mesmo tempo ainda bem que não soube).
Aproveitámos aquele tempo como sempre para pôr a conversa em dia - parece que falamos mais no carro enquanto eles dormem do que durante toda a semana em casa - e fomos bem devagar, como se quer, até Évora. Almoçar, passear, visitar. E acábamos por ficar.
Évora estava cheio (e caro) e fomos parar a Montoito, a um centro hípico, o Lusitaurus que tem um conceito muito giro. Não é de luxo, nem de perto nem de longe, mas tem tudo aquilo que se precisa e mais. Para quem gosta de cavalos pode visitar as boxes, ter aulas de equitação ou só mesmo - como nós - dar uma voltinha. As pessoas são incrivelmente simpáticas e tem a conveniência de ter um restaurante lá com comidinha da casa, que é o que se quer.
No Domingo fomos a Reguengos de Monsaraz e ficámos absolutamente apaixonados e a querer muito passar lá uns dias no verão.
É claro que tivemos que fazer uma paragem no supermercado para os essenciais. Apesar de termos adorado a espontaneidade da decisão, tivemos que garantir algumas coisas para todos estarmos confortáveis.
Soube muito bem mesmo com filhos, três, termos saído da rotina ou do que é mais ou menos esperado. Porque às vezes os fins-de-semana, principalmente os de inverno são mais ou menos iguais, pelo menos por aqui. Repetimos o que gostamos, ficamos por casa ou assaltamos a casa de alguém. Desta vez pegámos em nós e deixámos a nossa vontade liderar. E ganhámos todos.






















Casacos dos miúdos boboli
echarpe blu
calças b simple
óculos d.franklin

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